As 50 carreiras de futuro, segundo a revista Você S.A.
Para saber onde estão os cargos mais promissores, que ganharam importância por causa do momento econômico do Brasil ou pelo destaque adquirido por empresas nacionais no cenário global, vocês/a conversou com 20 especialistas em mercado de trabalho e remuneração.
Ouvimos consultores, headhunters, diretores de RH e executivos cujo trabalho também é acompanhar os altos e baixos do mundo corporativo.
O resultado desse esforço é um levantamento dos cargos de maior relevância dentro das companhias atualmente e as respectivas remunerações para esses postos. Vale lembrar que os valores são uma média de mercado e podem variar de acordo com o setor de atuação da organização.
Os salários dos profissionais estão expressos na quantia mensal, em reais, recebida por cargo.
Apontamos, ainda, como você pode fazer para conquistar um desses postos, mostrando quais são as competências exigidas e como desenvolvê-las. Claro, um assistente financeiro dificilmente vai se tornar um diretor jurídico. Mas, se for o caso, ele pode se capacitar e se tornar um diretor comercial, uma das posições mais bem remuneradas dentro da cadeia corporativa atualmente. Confira.
GERENTE E DIRETOR COMERCIAL
Remuneração
Diretores ganham 35.000 reais em média. Gerentes, 19.000 reais
Quente
A diretoria que abriga a área de vendas e que pode comandar o marketing e os novos negócios está em alta. Há metas agressivas para acompanhar o consumo interno e a expansão internacional de empresas, o que requer estratégias de marketing, diz Marcelo Ferrari, diretor de novos negócios da consultoria Mercer, de São Paulo. Os diretores comerciais viram sua remuneração subir 22% nos últimos três anos.
Como chegar lá
A área comercial é a que tem as metas e objetivos mais claros. Não vendeu nem entregou resultado, não cresceu na carreira. Conheça bem os softwares e ferramentas tecnológicas que podem aumentar a sua produtividade e a da equipe.
GERENTE E DIRETOR FINANCEIRO
Remuneração
De 20.000 reais (gerentes) a 35.000 reais (diretores)
Quente
Fusões e aquisições, investimentos e abertura de capital são as atividades mais bem remuneradas dessa área. Hoje, o executivo de fi nanças tem que saber aplicar o dinheiro, diz Renato Furtado, da Russell Reynolds.
Como chegar lá
É obrigatório conhecer a estrutura regulatória do mercado de capitais e as leis internacionais de conformidade e transparência.
GERENTE E DIRETOR DE AUDITORIA
Remuneração
Gerentes ganham entre 9.000 e 20.000 reais. A remuneração de diretores chega a 33.000reais
Quente
Até pouco tempo, esse profissional respondia a um diretor financeiro. Quando as empresas passam a investir em governança, ganham autonomia e cargos de nível mais alto. Foi uma das áreas que mais se valorizaram nos últimos anos, diz Cyro Magalhães, diretor de capital humano da Watson Wyatt, consultoria de São Paulo. A remuneração média da área de auditoria saltou 20%.
Como chegar lá
É preciso assumir o papel de consultor interno das demais áreas nas questões relacionadas à auditoria contábil e financeira.
GERENTE E DIRETOR DE MARKETING
Remuneração
Gerentes ganham até 19.000 reais e os salários para cargos de diretoria ficam em torno de 31.000 reais.
Quente
O salário do diretor de marketing teve, em média, aumento de 20% nos últimos três anos, segundo a Watson Wyatt. O aumento do crédito e a maior estabilidade do emprego impulsionaram o consumo nas classes C e D. Abriu-se um novo horizonte para estratégias de marketing e vendas. Quem tem a capacidade de entender esse público sai na frente, diz Gino Oyamada, da Fesa Global Recruiters, empresa de recrutamento de São Paulo.
Como chegar lá
Fique de olho para oportunidades na internet e na telefonia celular, um mercado que só começou a ser explorado pela publicidade.
GERENTE E DIRETOR INDUSTRIAL
Remuneração
O salário dos gerentes fica na faixa dos 17.000 reais. Já o contracheque dos diretores é mais polpudo, em torno de 30.000 reais.
Quente
Um executivo industrial passa muito tempo no chão de fábrica. Para ocupar esse cargo ele precisa ter grande capacidade de resolver conflitos e bom jogo de cintura para lidar com a equipe.
Como chegar lá
Aqui, os engenheiros de produção levam vantagem. Além da formação em uma boa escola, é preciso desenvolver as competências básicas para um cargo de gestor nessa área. Ou seja, criatividade, flexibilidade e capacidade de negociação.
GERENTE E DIRETOR JURÍDICO
Remuneração
No nível gerencial, um executivo chega a ganhar 15.000 reais. O salário de um diretor jurídico pode alcançar 30.000 reais.
Quente
A área jurídica teve uma evolução salarial de 24% nos últimos três anos, de acordo com a Watson Wyatt. As empresas estão tirando profissionais dos escritórios de advocacia. Na década de 90, as corporações enxugaram ao máximo a área jurídica. Hoje, ela voltou a ser valorizada, diz Anna Luiza do Amaral Boranga, coordenadora do curso de administração legal do GVLaw, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Normalmente, os diretores precisam de visão geral do Direito. Competências extras, como entendimento de fi nanças, valem muito.
Como chegar lá
Empresas querem profissionais que conheçam contratos de fusão e aquisição e dominem Direito Internacional. Desenvolva também um perfil de gestor.
GERENTE E DIRETOR DE RH
Remuneração
Os gestores de RH que estão no nível gerencial ganham, em média, 15.000 reais e os diretores, 30.000 reais.
Quente
A remuneração do profissional de RH cresceu 10% ao ano em três anos. Não é raro encontrar executivos de outras áreas, como negócios e finanças, nessa cadeira.
Como chegar lá
Olhe para o negócio de forma mais ampla, e não apenas para os processos da área de RH. Profissionais especializados em remuneração e benefícios têm sido bastante requisitados e tiveram sua remuneração acrescida de 15%, segundo a Mercer.
DIRETOR DE NOVOS NEGÓCIOS
Remuneração
O contracheque fica na casa dos 28.000 reais.
Quente
Diretor responsável pelo gerenciamento das maiores contas da empresa. Cargo de alta responsabilidade. Têm sucesso aqueles que constroem bons relacionamentos com clientes-chave e potenciais compradores.
Como chegar lá
Aproximando-se de quem decide as compras nos clientes. É preciso investir em relacionamentos de longo prazo, baseados em credibilidade.
GERENTE E DIRETOR DE FUSÕES E AQUISIÇÕES
Remuneração
Gerentes ganham entre 9.000 reais e 22.000 reais. Diretores recebem remuneração de até 28.000 reais.
Quente
Considerando o tamanho do mercado, o Brasil é hoje o país com maior número de fusões e aquisições, diz Gino Oyamada, da Fesa. Por isso, é intensa a procura por profi ssionais que trabalham nessa área em empresas, consultorias ou bancos. A remuneração fixa, normalmente,é compatível com a de outras diretorias ou gerências. O que faz a diferença é o bônus, que varia de acordo com o tamanho da transação.
Como chegar lá
A habilidade para lidar com números e a capacidade analítica são imprescindíveis.
GERENTE E DIRETOR DE LOGÍSTICA
Remuneração
Na gerência a faixa varia entre 12.000 reais e 16.000 reais. Para os diretores, a remuneração chega a 28.000 reais.
Quente
Mineradoras, por exemplo, têm operações em localidades remotas e precisam deslocar o material para os portos. É estratégico para elas ter um custo logístico razoável, afirma Marcelo De Lucca, diretor executivo do escritório da Michael Page no Rio de Janeiro. O salário desse profissional foi valorizado em cerca de 20% de 2004 a 2007.
Como chegar lá
Essa é uma área cuja demanda por profissionais tem sido alta há algum tempo. É essencial o domínio do processo: controle de estoque, distribuição e armazenamento.
GERENTE E DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Remuneração Os gerentes ganham de 9.000 reais a 22.000 reais, enquanto os diretores têm salário de até 28.000 reais.
Quente
Atualmente, um dos profissionais mais valorizados do mercado, o executivo de RI se desvinculou da diretoria financeira. Muitas empresas que abriram capital foram obrigadas a formar essa mão-de-obra, afirma Felipe Rebelli, sócio-gerente da área de remuneração da consultoria Towers Perrin.
Como chegar lá
Administradores, economistas e engenheiros costumam ocupar o cargo. É essencial ter experiência em finanças e mercado de capitais. Também é recomendável MBA ou pós-graduação em instituições do Brasil ou do exterior.
GERENTE E DIRETOR DE TI
Remuneração Os gerentes têm salário médio de 17.000 reais. A média de mercado para os diretores de TI é de 28.000 reais.
Quente
A área já não é tão valorizada quanto há alguns anos. Ainda assim, investir em tecnologia da informação é uma questão estratégica para bancos, operadoras de telefonia e redes de varejo. O maior desafio do executivo de tecnologia é comprovar o retorno sobre os altos investimentos que são feitos na área.
Como chegar lá
Invista em uma formação que contemple o entendimento de estratégias de negócios e desenvolva a capacidade de se relacionar com outras áreas da Organização.
GERENTE E DIRETOR DE COMPRAS
Remuneração
O salário de gerente é de 14.000 reais. O de diretor pode chegar a 27.000 reais.
Quente
Nas empresas que têm fornecedores no exterior, os profissionais de compras ganharam muitas oportunidades com a taxa atual de câmbio. A demanda é maior nos setores de tecnologia e eletroeletrônicos, diz Gino Oyamada, da Fesa. Há movimentação também nos segmentos que estão atualizando suas instalações industriais.
Como chegar lá
É indispensável freqüentar feiras internacionais e conhecer fabricantes de cada setor, e assim trazer para a empresa o melhor produto pelo menor preço. Disponibilidade para viajar é um atributo fundamental.
GERENTE E DIRETOR DE SERVIÇOS PARA O CLIENTE
Remuneração
Os gerentes recebem 15.000 e os diretores ganham em torno de 27.000 reais.
Quente
Em bancos, operadoras de telefonia e outras empresas de serviços, a palavra de ordem é fortalecer o relacionamento com os clientes. Quem faz isso é o profissional de serviços para o cliente. Empresas que antes só fabricavam produtos e adicionaram serviços às suas carteiras também requisitam o conhecimento desse especialista.
Como chegar lá
Profissionais com perfil analítico, porém que se comunicam muito bem são candidatos ideais. É fundamental conhecer as necessidades e as expectativas do cliente da sua empresa.
DIRETOR DE INFRA-ESTRUTURA
Remuneração
Os diretores têm salário de de até 25.000 reais.
Quente
O setor de infra-estrutura está aquecido com a perspectiva de construção de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias e precisa de diretores e gerentes capazes de gerir projetos de grande dimensão.
Como chegar lá
Associe conhecimento técnico à capacidade de gerir projetos, cumprir cronogramas e alcançar os melhores custos.
DIRETOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Remuneração
A remuneração de um diretor de P&D pode chegar à casa dos 24.000 reais.
Quente
O Brasil quer se firmar como um pólo de pesquisa e desenvolvimento nas áreas farmacêutica, automotiva, de mineração e de tecnologia da informação. Esses segmentos disputam profissionais com visão de inovação na indústria. Muitas vezes, antes de ir para as empresas, eles passam anos desenvolvendo pesquisas nas universidades.
Como chegar lá
Escolha uma empresa que invista em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Um exemplo é a Natura, que mais do que dobrou seu time de cientistas nos últimos três anos hoje a equipe tem 200 pessoas e investiu 110 milhões de reais nessa área em 2007.
GERENTE DE CONTROLADORIA
Remuneração Um gerente recém-promovido alcança o salário de 10.000 reais, sendo que o topo da faixa salarial para o posto é de 21.000 reais.
Quente
O gestor da área de controladoria ocupa, muitas vezes, o principal cargo de finanças em multinacionais com operações pequenas no Brasil. Ele pode assumir uma função semelhante em empresa de maior porte ou conquistar, formalmente, a posição de diretor administrativo e financeiro.
Como chegar lá
Invista em um bom MBA para complementar a formação em contabilidade, administração ou engenharia.
DIRETOR DE QUALIDADE
Remuneração
O contracheque dos diretores normalmente fica na casa dos 20.000 reais.
Quente
Para profissionais do departamento de qualidade, o pulo-do-gato é dosar o perfeccionismo. Obtêm sucesso aqueles que equilibram busca por qualidade com praticidade e operacionalidade para cumprir prazos, custos e objetivos.
Como chegar lá
É importante estar bem informado sobre o que as empresas referência (benchmark) do setor estão fazendo. Além disso, o profissional que trabalha em qualidade tem de ter um perfil de executor.
GERENTE DE PROJETOS
Remuneração
Gerentes ganham de 15.000 reais a 20.000 reais.
Quente
Essa é uma carreira cujo profissional é cada vez mais requisitado por diversas grandes organizações que trabalham por projetos e outras iniciativas temporárias.
Como chegar lá
Uma maneira é buscar a certificação do Project Management Institute (PMI). Em muitas empresas, como na Chemtech, com sede no Rio de Janeiro, o certificado pelo PMI é mandatório para quem aspira um cargo de gestor.
GERENTE DE TESOURARIA
Remuneração
Salários entre 8.000 reais e 20.000 reais.
Quente
A remuneração dessa área teve uma valorização de 14% nos últimos três anos, segundo estimativa da consultoria Mercer. É uma função-chave dentro da área financeira das empresas, seja qual for seu segmento de atuação. A evolução natural desse profissional é chegar ao cargo de diretor administrativo e financeiro.
Como chegar lá
O mercado atual exige MBA ou pósgraduação que complemente formação em administração, economia, ciências contábeis ou engenharia.
GERENTE DE COMERCIO EXTERIOR
Remuneração
Salário médio de 19.000 reais.
Quente
Profissionais em alta, principalmente, no segmento de commodities agrícolas, em que o Brasil é competitivo. Para se sair bem, não basta conhecer oportunidades. É preciso conhecer o funcionamento das bolsas de commodities internacionais, para proteger a empresa de riscos, diz Gino Oyamada, da Fesa, de São Paulo.
Como chegar lá
Com capacidade de avaliar riscos em clientes estrangeiros, domínio de outras línguas e adaptação a diversas culturas.
GERENTE DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Remuneração
Gerentes ganham de 8.000 a 18.000 reais.
Quente
A necessidade de apresentar resultados práticos com olhos no futuro faz dessa área a incubadora de projetos que, um pouco mais tarde, devem ser incorporados às atividades da organização.
Como chegar lá
A controladoria é a porta de entrada para o cargo, que também requer conhecimentos gerenciais.
GERENTE DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
Remuneração
Os salários variam entre 8.000 e 18.000 reais.
Quente
Nos últimos três anos, segundo a Mercer, a área de planejamento viu sua remuneração subir 15%. Com a escalada na carga tributária praticada no país, esse profissional ganha projeção, já que sua atuação pode representar economias de milhões de reais. A fi gura do diretor de planejamento tributário começa a surgir em alguns setores.
Como chegar lá
Profissionais que desenvolvem a carreira em empresas de auditoria, escritórios de advocacia ou consultoria tributária são os mais procurados.
GERENTE DE CONTRATOS
Remuneração
17.000 reais é o salário médio pago aos gerentes.
Quente
Em setores que organizam as atividades por projetos, como a construção civil, o gerente de contratos é responsável por planejar e organizar equipes, gerenciar recursos e supervisionar a execução da obra. A formação habitual desse profissional é de engenharia ou administração de empresas, com especialização em gerenciamento de contrato. Ele precisa de conhecimento técnico para discutir cronograma, entrega, produção, diz Fábio Mandarano, gerente da área de capital humano da consultoria Deloitte, de São Paulo.
Como chegar lá
Senso de organização, liderança, habilidade de negociação e trabalho em equipe são competências exigidas.
GERENTE DE TRADE MARKETING
Remuneração
Executivos recebem salários de cerca de 17.000 reais.
Quente
O gerente de trade marketing é o responsável pelo desenvolvimento de ações nos pontos-de-venda, como degustação de produtos em um hipermercado, por exemplo. A valorização dessa área nos últimos três anos foi de 14%, segundo a Mercer.
Como chegar lá
Cobra-se criatividade e capacidade de gerenciamento de projetos. Área para quem alia perfil analítico e facilidade de relacionamento.
GERENTE DE ESTRATÉGIA
Remuneração
Os gerentes ganham 15.000 reais em média.
Quente
Ocupa o cargo quem é capaz de conciliar visão de longo prazo e planejamento. A área vem ganhando gerências e algumas diretorias. É preciso reunir conhecimento técnico e domínio do negócio, diz Eliane Aere, diretora de recursos humanos e responsabilidade social da Ticket, empresa que faz parte do grupo Accor.
Como chegar lá
É preciso dominar o negócio, conhecer as metodologias e ter prática em construção de estratégias. Vale a pena passar por diversas áreas da organização antes de assumir esse desafio.
GERENTE DE DISTRIBUIÇÃO
Remuneração
A média de mercado é de 13.000 reais para gerentes.
Quente
É a parte da logística que cuida da chegada do produto ao consumidor final. Como a satisfação do cliente se tornou um mantra nas companhias, o profissional dessa área está em alta.
Como chegar lá
Mesmo que seja responsável apenas pela distribuição dos produtos para o varejo, é preciso ter boa visão de todo o processo de logística, desde o fornecimento de matéria-prima. Se a sua empresa oferece um programa de "job rotation" dentro de logística, invista seu tempo e planeje sua carreira de forma que consiga ganhar uma visão completa de todas as áreas. Assim você vai conhecer todo o processo.
GERENTE DE SUSTENTABILIDADE
Remuneração
O mercado paga cerca de 12.000 reais aos executivos que ocupam o cargo.
Quente
A exigência por ações de responsabilidade ambiental e social vai obrigar as empresas a destacar um gestor para a área. Por enquanto, a cadeira ainda é rara no mercado, mas as perspectivas são boas. Falta gente preparada, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente de desenvolvimento organizacional da Natura.
Como chegar lá
Além de conhecimentos de meio ambiente, é preciso acompanhar de perto a legislação do setor. Oportunidade para biólogos, agrônomos e engenheiros florestais.
GERENTE REGIONAL
Remuneração
Na faixa de 10.000 reais a 12.000 reais.
Quente
Estimulada pelo crescimento econômico, empresas de consumo têm destacado executivos para comandar unidades nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Todas as grandes empresas de consumo estão contratando gerentes regionais de vendas, diz Marcelo De Lucca, da Michael Page. Com prêmios, a remuneração anual pode alcançar 200.000 reais.
Como chegar lá
É preciso ter experiência em vendas. O cargo demanda habilidade para liderar e, claro, disposição para morar nessas regiões. Pós e MBA em marketing podem ajudar.
GERENTE DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
Remuneração
Os salários vão de 10.000 a 12.000 reais.
Quente
As ações de cidadania empresarial se tornaram obrigatórias, mas ainda faltam especialistas no assunto. As empresas precisam de gente que entenda de legislação e políticas sociais, afi rma Fábio Mandarano, da Deloitte.
Como chegar lá
Ter experiência no setor público ou em ONGs pode ser um diferencial. Oportunidade para formados em economia e ciências sociais.
Nordeste tem expansão vigorosa da atividade econômica
Li esta matéria no DP e vou compartilhar com vocês no meu Blog.
Nordeste tem expansão vigorosa da atividade econômica
A atividade econômica apresenta comportamentos distintos nas regiões do país, indica o Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira (3/8). Enquanto na Região Norte foi registrada continuidade da recuperação e no Nordeste houve “expansão vigorosa”, no Centro-Oeste, Sul e Sudeste houve redução no ritmo de crescimento.
Segundo o relatório, a economia do Nordeste “seguiu a tendência observada em nível nacional, no primeiro trimestre de 2010, apresentando expansão vigorosa, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”. Segundo o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, nesse período, cresceu 9,5% na Bahia, 8,9% no Ceará e 7,8% em Pernambuco.
“A evolução dos principais indicadores da atividade econômica sinalizou a continuidade desse desempenho no trimestre encerrado em maio”, informa o relatório. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-NE), calculado pelo BC, apresentou expansão de 3,3%. No trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, o crescimento havia sido de 2,2%.
Já a atividade econômica na Região Norte segue em recuperação, apesar do menor crescimento do IBCR-N. Esse indicador cresceu 1,3% no trimestre encerrado em maio em relação ao finalizado em fevereiro, quando o indicador havia crescido 4,3%, no mesmo tipo de comparação (em relação ao trimestre encerrado em novembro). O impulso para a região vem da indústria que “cresceu acima de 20% nos cinco primeiro meses deste ano, em relação a igual período de 2009”. Essa expansão da indústria é reflexo do fortalecimento da demanda interna, com aumento das vendas varejistas.
No Centro-Oeste, houve “arrefecimento” da atividade econômica, informa o boletim. O IBCR-CO registrou alta de 1,4% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando havia crescido 3,2%, segundo o mesmo tipo de comparação. O boletim destaca o “relativo dinamismo da indústria e da pecuária bovina, e a ampliação na geração de empregos, que deverá assegurar o desempenho do comércio varejista da região”.
Na Região Sudeste também foi registrada redução no ritmo de expansão, apesar do dinamismo da produção industrial. O IBCR-SE cresceu 1,3% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro. A expansão anterior havia sido de 3,2%.
No Sul também foi verificado menor ritmo da atividade econômica, com crescimento de 1,8% do IBCR-S, no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando havia aumentado 3,9% no mesmo tipo de comparação. O boletim enfatiza ainda que “o dinamismo do consumo interno vem originando algum descompasso entre a oferta e a demanda [por produtos e serviços] agregadas, suscitando a atuação do Banco Central para assegurar a manutenção da estabilidade dos preços”.
Da Agência Brasil
Nordeste tem expansão vigorosa da atividade econômica
A atividade econômica apresenta comportamentos distintos nas regiões do país, indica o Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira (3/8). Enquanto na Região Norte foi registrada continuidade da recuperação e no Nordeste houve “expansão vigorosa”, no Centro-Oeste, Sul e Sudeste houve redução no ritmo de crescimento.
Segundo o relatório, a economia do Nordeste “seguiu a tendência observada em nível nacional, no primeiro trimestre de 2010, apresentando expansão vigorosa, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”. Segundo o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, nesse período, cresceu 9,5% na Bahia, 8,9% no Ceará e 7,8% em Pernambuco.
“A evolução dos principais indicadores da atividade econômica sinalizou a continuidade desse desempenho no trimestre encerrado em maio”, informa o relatório. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-NE), calculado pelo BC, apresentou expansão de 3,3%. No trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, o crescimento havia sido de 2,2%.
Já a atividade econômica na Região Norte segue em recuperação, apesar do menor crescimento do IBCR-N. Esse indicador cresceu 1,3% no trimestre encerrado em maio em relação ao finalizado em fevereiro, quando o indicador havia crescido 4,3%, no mesmo tipo de comparação (em relação ao trimestre encerrado em novembro). O impulso para a região vem da indústria que “cresceu acima de 20% nos cinco primeiro meses deste ano, em relação a igual período de 2009”. Essa expansão da indústria é reflexo do fortalecimento da demanda interna, com aumento das vendas varejistas.
No Centro-Oeste, houve “arrefecimento” da atividade econômica, informa o boletim. O IBCR-CO registrou alta de 1,4% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando havia crescido 3,2%, segundo o mesmo tipo de comparação. O boletim destaca o “relativo dinamismo da indústria e da pecuária bovina, e a ampliação na geração de empregos, que deverá assegurar o desempenho do comércio varejista da região”.
Na Região Sudeste também foi registrada redução no ritmo de expansão, apesar do dinamismo da produção industrial. O IBCR-SE cresceu 1,3% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro. A expansão anterior havia sido de 3,2%.
No Sul também foi verificado menor ritmo da atividade econômica, com crescimento de 1,8% do IBCR-S, no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando havia aumentado 3,9% no mesmo tipo de comparação. O boletim enfatiza ainda que “o dinamismo do consumo interno vem originando algum descompasso entre a oferta e a demanda [por produtos e serviços] agregadas, suscitando a atuação do Banco Central para assegurar a manutenção da estabilidade dos preços”.
Da Agência Brasil
Li esta matéria e acho que devo compartilhar, pois é um avanço para nós! Sobre o PIB do Brasil
Brasil chega a PIB per capita de US$ 10 mil em 2010. E agora?
Economia ultrapassa média da renda per capita mundial e pode chegar até US$ 20 mil até o fim desta década
Klinger Portella, iG São Paulo | 29/07/2010 05:00
Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita, segundo projeções de economistas e dados oficiais tabulados pelo iG. Com a expectativa de apresentar o maior crescimento das últimas duas décadas e meia, o Brasil deve se colocar acima da média mundial do PIB per capita – resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.
Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.
Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil. Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.
Depois de alcançar um PIB per capita de R$ 16.414 - o equivalente a US$ 8.220 no fim do ano passado - o Brasil deve atingir PIB per capita de quase R$ 17,5 mil, que, dividido pela cotação do dólar esperado para o fim do ano, chegará aos US$ 10 mil nos próximos meses. A expectativa é de que essa mudança de patamar ocorra até o fim do ano, ou no início de 2011.
O Brasil deve encerrar 2010 com um PIB projetado de R$ 3,22 trilhões (o 8º maior do mundo) e uma população por volta de 193,3 milhões de habitantes (a 5ª maior do mundo). A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento da renda per capita em 5,5% neste ano, o maior desde 1985.
Com uma população com renda média superior a US$ 10 mil anuais, o setor de serviços ganha mais peso no desenho econômico brasileiro, já que as famílias passam a ter mais opções de gastos com consumo de produtos e serviços mais sofisticados. Pesquisa realizada pela financeira do banco francês BNP Paribas mostrou que os gastos da classe C com vestuário são duas vezes maiores que os da classe D e E, enquanto as despesas com pagamento de prestações chegam a ser três vezes maiores entre uma classe e outra.
“Quando as pessoas têm uma renda baixa, usam pouco serviço. Conforme a renda aumenta, a participação do serviço aumenta na cesta de consumo”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.
Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as despesas de consumo das famílias brasileiras chegaram à média mensal de R$ 2.134,77. Os gastos com habitação lideram a lista, com 35,9% do total, seguidos por alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).
O consumo das famílias, que respondeu por 4,1% do PIB em 2009, está em franca ascensão. Segundo a LCA, neste ano, as famílias consumirão 6,4% do PIB - algo em torno de R$ 230 bilhões. Para 2020, os números devem chegar a R$ 467 bilhões (praticamente o PIB da África do Sul em 2009).
O impacto disso é claro: o Brasil tem hoje mais de 70 milhões de usuários de internet, movimentando R$ 10,6 bilhões em comércio eletrônico. São mais de 53 milhões de televisores, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos emplacados por ano e 175 milhões de telefones celulares.
Embora apresente um número vistoso, o PIB per capita brasileiro pode não captar a desigualdade na distribuição da renda, já que o resultado é a divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes. O Estado de São Paulo, por exemplo, tinha, em 2008, PIB per capita de R$ 22,6 mil (US$ 9,67 mil), enquanto, no Piauí, a renda era de R$ 4,6 mil (US$ 1,96 mil) - equivalente ao PIB per capita da Mauritânia.
Distribuição de renda
Na avaliação dos economistas consultados pelo iG, o Brasil concilia um período de crescimento econômico com melhor distribuição de renda – algo difícil de ser observado. “A expansão desta década de 2000 tem feito com que a pobreza caia e, com isso, há uma mudança no perfil da distribuição de renda”, diz Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Estudo realizado pelo próprio Ipea mostra que, em 30 anos, a transferência de renda saltou de 8% para 20% de participação no rendimento familiar do brasileiro. “Muito se fala do Bolsa Família, mas a maior transferência que se faz no Brasil é para aposentados e pensionistas, com mais de 15% do PIB”, diz Bráulio Borges, da LCA.
Outro ponto importante destacado pelos economistas é o aumento real do salário mínimo, que ampliou o poder de compra das famílias. “É um ciclo virtuoso: a melhoria da renda dos mais pobres aumenta o consumo e isso tem um efeito multiplicador no espaço econômico, principalmente, no mercado interno”, afirma Castro.
Segundo o diretor do Ipea, para não desperdiçar a chance de dobrar a renda nos próximos dez anos, é necessária uma elevação nos gastos com investimento, para que a demanda possa ser suprida pela oferta. Além disso, possíveis choques no exterior podem afetar o bom andamento da economia brasileira.
O economista-chefe da LCA diz que, se o País mantiver o tripé meta de inflação, cambio flutuante e austeridade fiscal, dificilmente um choque externo poderá abalar de forma relevante o crescimento econômico do Brasil.
Para Bráulio Borges, no entanto, a educação é o grande gargalo do País nos próximos anos, já que a mudança do quadro de desigualdade social é uma coisa “que levaria décadas”. “As políticas de transferências evitam uma piora da situação, mas, para mudar de forma crucial, somente o investimento na qualidade da educação”, afirma.
Fonte: Ipeadata / * Estimativas LCA
Economia ultrapassa média da renda per capita mundial e pode chegar até US$ 20 mil até o fim desta década
Klinger Portella, iG São Paulo | 29/07/2010 05:00
Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita, segundo projeções de economistas e dados oficiais tabulados pelo iG. Com a expectativa de apresentar o maior crescimento das últimas duas décadas e meia, o Brasil deve se colocar acima da média mundial do PIB per capita – resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.
Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.
Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil. Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.
Depois de alcançar um PIB per capita de R$ 16.414 - o equivalente a US$ 8.220 no fim do ano passado - o Brasil deve atingir PIB per capita de quase R$ 17,5 mil, que, dividido pela cotação do dólar esperado para o fim do ano, chegará aos US$ 10 mil nos próximos meses. A expectativa é de que essa mudança de patamar ocorra até o fim do ano, ou no início de 2011.
O Brasil deve encerrar 2010 com um PIB projetado de R$ 3,22 trilhões (o 8º maior do mundo) e uma população por volta de 193,3 milhões de habitantes (a 5ª maior do mundo). A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento da renda per capita em 5,5% neste ano, o maior desde 1985.
Com uma população com renda média superior a US$ 10 mil anuais, o setor de serviços ganha mais peso no desenho econômico brasileiro, já que as famílias passam a ter mais opções de gastos com consumo de produtos e serviços mais sofisticados. Pesquisa realizada pela financeira do banco francês BNP Paribas mostrou que os gastos da classe C com vestuário são duas vezes maiores que os da classe D e E, enquanto as despesas com pagamento de prestações chegam a ser três vezes maiores entre uma classe e outra.
“Quando as pessoas têm uma renda baixa, usam pouco serviço. Conforme a renda aumenta, a participação do serviço aumenta na cesta de consumo”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.
Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as despesas de consumo das famílias brasileiras chegaram à média mensal de R$ 2.134,77. Os gastos com habitação lideram a lista, com 35,9% do total, seguidos por alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).
O consumo das famílias, que respondeu por 4,1% do PIB em 2009, está em franca ascensão. Segundo a LCA, neste ano, as famílias consumirão 6,4% do PIB - algo em torno de R$ 230 bilhões. Para 2020, os números devem chegar a R$ 467 bilhões (praticamente o PIB da África do Sul em 2009).
O impacto disso é claro: o Brasil tem hoje mais de 70 milhões de usuários de internet, movimentando R$ 10,6 bilhões em comércio eletrônico. São mais de 53 milhões de televisores, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos emplacados por ano e 175 milhões de telefones celulares.
Embora apresente um número vistoso, o PIB per capita brasileiro pode não captar a desigualdade na distribuição da renda, já que o resultado é a divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes. O Estado de São Paulo, por exemplo, tinha, em 2008, PIB per capita de R$ 22,6 mil (US$ 9,67 mil), enquanto, no Piauí, a renda era de R$ 4,6 mil (US$ 1,96 mil) - equivalente ao PIB per capita da Mauritânia.
Distribuição de renda
Na avaliação dos economistas consultados pelo iG, o Brasil concilia um período de crescimento econômico com melhor distribuição de renda – algo difícil de ser observado. “A expansão desta década de 2000 tem feito com que a pobreza caia e, com isso, há uma mudança no perfil da distribuição de renda”, diz Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Estudo realizado pelo próprio Ipea mostra que, em 30 anos, a transferência de renda saltou de 8% para 20% de participação no rendimento familiar do brasileiro. “Muito se fala do Bolsa Família, mas a maior transferência que se faz no Brasil é para aposentados e pensionistas, com mais de 15% do PIB”, diz Bráulio Borges, da LCA.
Outro ponto importante destacado pelos economistas é o aumento real do salário mínimo, que ampliou o poder de compra das famílias. “É um ciclo virtuoso: a melhoria da renda dos mais pobres aumenta o consumo e isso tem um efeito multiplicador no espaço econômico, principalmente, no mercado interno”, afirma Castro.
Segundo o diretor do Ipea, para não desperdiçar a chance de dobrar a renda nos próximos dez anos, é necessária uma elevação nos gastos com investimento, para que a demanda possa ser suprida pela oferta. Além disso, possíveis choques no exterior podem afetar o bom andamento da economia brasileira.
O economista-chefe da LCA diz que, se o País mantiver o tripé meta de inflação, cambio flutuante e austeridade fiscal, dificilmente um choque externo poderá abalar de forma relevante o crescimento econômico do Brasil.
Para Bráulio Borges, no entanto, a educação é o grande gargalo do País nos próximos anos, já que a mudança do quadro de desigualdade social é uma coisa “que levaria décadas”. “As políticas de transferências evitam uma piora da situação, mas, para mudar de forma crucial, somente o investimento na qualidade da educação”, afirma.
Fonte: Ipeadata / * Estimativas LCA
Desenvolvimento do Nordeste, Principalmente Pernambuco

Esta matéria foi realizada por Alexa Salomão e Gustavo Poloni, enviados do iG ao Nordeste 25/03/2010.
Postei no meu Blog pois achei uma abordagem importante para PE.
Grandes obras abrem caminho do novo Nordeste
Abastecimento de água no Sertão, energia limpa e fábricas mais produtivas que as chinesas geram bons empregos e revertem migraçao.
No começo de abril, 60 operários darão início a uma obra num terreno de 220 hectares em Tauá, município de 17 mil habitantes localizado no sertão cearense.
O trabalho promete ser duro. Distante 340 quilômetros do mar, Tauá ganhou fama por ser o lugar com a maior incidência de sol entre os 184 municípios do estado. Por causa dessa peculiaridade, em pouco tempo a cidade será conhecida também por abrigar a maior fazenda de energia solar da América do Sul, a segunda maior do mundo.
O pontapé inicial das obras será dado nesta sexta-feira, dia 26, quando será entregue a licença ambiental. A produção começa até o final do ano, mas a princípio será modesta: apenas 1 megawatt, suficiente para abastecer duas mil pessoas. Até 2013, esse número deverá chegar a 50 MW, gerando energia capaz de iluminar uma cidade de 100 mil habitantes.
Idealizada pela MPX, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, o projeto piloto da fazenda vai atrair investimentos de US$ 250 milhões para a região. Mais importante, vai ajudar a consolidar o Ceará como a capital nacional da energia limpa e referência internacional em crescimento econômico sustentável.
Essa é a nova face do desenvolvimento nordestino.
Indicadores macroeconômicos mostram nos últimos anos que a região tornou-se um dos mais dinâmicos pólos de investimentos e de consumo do País, movido principalmente pelo aumento da renda.
Segundo o IBGE, o rendimento médio do nordestino aumentou 77% entre 2003 e 2008, enquanto o aumento médio da renda no Brasil foi de 60% no período. As pesquisas e seus números, no entanto, não captam que as transformações locais vão muito além do clichê divulgado no Sudeste que fala do aumento nas vendas de potes de margarina e de iogurte e da ridícula caricatura da troca do jegue pela moto como veículo de transporte.
A emergente economia nordestina é marcada pela criatividade, pela inovação e pela geração de novas tecnologias. Ao contrário do senso comum, que acredita ser o dinamismo monopólio do Sul, ilhas de excelência pipocam na região e colocam a economia local em linha com o que há de mais moderno no mundo e, em alguns casos, à frente do resto do Brasil.
O parque de energia solar que brota sob o sol escaldante do sertão cearense é apenas um dos sinais de que Nordeste não apenas cresce, moderniza-se.
Enquanto o resto do Brasil investe em térmicas movidas a óleo diesel, fonte poluidora de energia, a região semi-árida, pouco apropriada para hidrelétricas, firma-se como produtor de energias limpas graças ao aproveitamento não apenas do sol, ma também das marés e principalmente dos ventos.
Parques de energia eólica desenham uma nova paisagem em praias do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. A expansão acelerada das fazendas de ventos estimula a criação de uma nova indústria de fornecedores de equipamentos, como a Tecnomaq, empresa 100% cearense.
A produção de torres tornou-se um segmento tão pujante que a estimativa é que neste ano o setor ultrapasse a indústria automotiva e torne-se o maior consumidor de chapas de aço do país.
"O Nordeste passa por um novo ciclo de desenvolvimento”, diz Luiz Eduardo Aquilar, presidente da Bons Ventos, hoje o maior parque eólico do país, localizado em Aracati, no Ceará. “A região deixou de ser apenas um local de sol e turismo e recebe investimentos que vão diminuir a desigualdade com o Sul e o Sudeste.”
O desenvolvimento com preocupação ambiental, baseado em novas tecnologias, desponta em vários outros segmentos. A fábrica de calçados mais produtiva e ecologicamente correta do País não está no Rio Grande do Sul, o maior pólo calçadista brasileiro.
Fica em Sobral, no Ceará. Lá a Grendene, fabricante com sede em Farroupilha, na serra gaúcha, instalou uma fábrica cujos índices de produção superam os dos fabricantes chineses, considerados os mais ágeis do mundo. “A fábrica de Sobral é mais uma prova de que os tempos de atraso do Nordeste ficaram para trás”, afirma Nelson José Rossi, gerente-geral da fábrica da Grendene.
O mais importante centro de desenvolvimento de softwares do País, segundo a consultoria ATKearney e a revista norte-americana BusinessWeek, não fica em São Paulo.
Está no Recife, capital de Pernambuco.
O Porto Digital, grupo de 135 empresas de tecnologia espalhados em 12 prédios históricos situados na área do antigo porto, tornou-se referência para empresas como a Microsoft e fonte de inspiração para universitários locais que sonham abrir seu próprio negócio. “Somos pobres e não podemos nos dar ao luxo de exportar cérebros e conhecimento”, diz Francisco Saboya, diretor presidente do Porto Digital. “Criamos uma alternativa para preservá-los”.
A 40 quilômetros da capital pernambucana, outro porto se descola da média nacional. O Porto de Suape, em Ipojuca, recebe os mais modernos empreendimentos brasileiros na área de infraestrutura.
É lá _e não no polo naval do Rio de Janeiro_ que está em fase final de instalação o Atlântico Sul, o mais moderno estaleiro das Américas. Entre seus equipamentos de última geração estão dois superguindastes Golias, legítimos colossos com 100 metros de altura, o equivalente a prédios de 30 andares, e capacidade para içar 1,5 mil toneladas. Com eles o Atlântico Sul ganha não apenas força, mas velocidade para montar os navios e fazer frente aos concorrentes coreanos, hoje os fabricantes mais eficientes dessa indústria.
Os quase 4 mil trabalhadores responsáveis por essa façanha serão predominantemente nordestinos porque o estaleiro optou por capacitar a mão-de-obra local. “Estamos assistindo a uma mudança de paradigma”, diz Sidnei Aires, vice-presidente do complexo industrial portuário de Suape. “Onde havia lavradores, pescadores e cortadores de cana agora temos operários com capacete e macacão: criamos um mercado de trabalho mais especializado.”
Por onde se vai na região, é nítido o movimento de valorização do profissional local. Quando comparado ao Sudeste e a Sul, o Nordeste de maneira geral ainda tem níveis de escolaridade e de qualificação profissional abaixo dos índices nacionais. Em média, o nordestino tem menos de seis anos de estudo, enquanto a média de permanência nos bancos escolares no Brasil é de sete anos. Mas gente talentosa, competente e bem formada desponta em diferentes frentes.
Um dos destaques do mais recente Prêmio Finep de Inovação é o engenheiro naval maranhense José Luiz Mattos, criador de um sistema de drenagem para porões de navios petroleiros e de minérios. A participação de nordestinos no prêmio multiplicou por 10 desde o início da década e eles já somam 22% dos inscritos. “Um numero cada vez maior de empresas nordestinas incorpora o investimento em inovação ao seu dia a dia”, diz Vera Maria, coordenadora nacional do Prêmio Finep de Inovação. “Essa prática tem elevado a competitividade das empresas locais.”
Na área financeira, ganha projeção uma jovem de 26 anos filha de agricultores. Lilian Prado ajudou a criar e dirige a Acreditar, instituição de microfinanças especializa na concessão de crédito para jovens e mulheres.
A sede da empresa fica em Glória do Goitá, município pernambucano com 30 mil habitantes, metade deles vivendo na zona rural. A Acreditar investe em pequenos negócios para evitar o êxodo de pequenos agricultores para os centros urbanos do Sudeste por falta de trabalho no Nordeste, antigo problema para as comunidades locais. Seu trabalho ganhou projeção nacional.
O Itaú Unibanco se inspirou na história da instituição para redigir um manual de como montar uma empresa de microfinanças. “Lilian está se projetando nacionalmente como empreendedora social”, diz Denise Gibran Nogueira, gerente de sustentabilidade do Itaú Unibanco. “E, a Acreditar, inspirando a criação de outras instituições de microcrédito no Sul e no Sudeste.”
O projeto que mais bem sintetiza o frenesi gerado pela mudança em curso é a transposição do Rio São Francisco. Quase 5 mil máquinas e 10 mil operários trabalham na terraplenagem, abertura e concretagem dos canais que vão irrigar com a água do São Francisco rios intermitentes espalhados por 60 municípios.
A obra, polêmica e arrojada, vai garantir água o ano inteiro para 12 milhões de nordestinos que hoje convivem com deficiências no abastecimento. Nesse batalhão de operários anônimos trabalha o topógrafo Áureo Araújo da Silva. Natural de Petrolândia, Pernambuco, ele deixou o Nordeste há 15 anos em busca de emprego e melhores condições de vida. Morou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Há dois anos, recebeu convite para trabalhar nas obras de transposição e se mudou de volta para a cidade natal. “Fui embora porque aqui não tinha emprego, não tinha futuro”, diz Silva. “Agora a realidade é outra e sei que meu lugar é aqui.”
POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR
Cem por cento limpeza
Por GEVAN OLIVEIRA
Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar.
Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente.
No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.
O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste. Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido.
Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece. Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo.
Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar". O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão.
Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.
Vento e sol.
Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.
Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado. Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês.
O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas. A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões.
Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli. Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.
Bola da vez
De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa.
Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo.
Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos. "Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos.
Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período. O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.
Fonte: Revista Fiec
Por GEVAN OLIVEIRA
Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar.
Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente.
No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.
O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste. Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido.
Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece. Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo.
Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar". O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão.
Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.
Vento e sol.
Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.
Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado. Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês.
O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas. A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões.
Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli. Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.
Bola da vez
De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa.
Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo.
Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos. "Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos.
Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período. O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.
Fonte: Revista Fiec
Porto de Suape Redefiniu a Economia Pernambucana

O Complexo Industrial de Suape, situado nos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, pode ser considerado o maior empreendimento econômico do Estado. A empresa Suape surgiu oficialmente em 1978, através de uma lei criada naquele ano.
Situado numa área de 13,5 mil hectares, Suape possui dezenas de empresas instaladas, que trazem investimentos para o Estado da ordem de bilhões de reais. Suape, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma sigla.
Ele remonta à língua dos índios Caetés da tribo tupi-guarani da região, que usava a palavra para designar os “caminhos sinuosos” da região, atravessada pelos rios Massangana, Ipojuca e Tatuoca. Os atrativos que fazem do porto algo viável para os investidores nacionais e estrangeiros são inúmeras.
A localização privilegiada permite às empresas escoarem e receberem produtos através das rotas que levam a mais de 160 portos no mundo todo, sem falar nos investimentos em pesquisas, promovidas pelas universidades da região, que buscam o desenvolvimento e a modernização da produção.
O setor em que o porto mais se destaca está na canalização de investimentos, tanto do setor público como privado. Segundo dados do relatório PAC-Suape, lançado em setembro de 2009, a soma de investimentos públicos de 2007 a 2010 deve chegar a R$ 1,4 bilhão. No setor privado, a quantia é ainda maior.
Em 2010, a soma de todos os investimentos das 96 empresas já instaladas e outras 16 em fase de implantação, atinge a cifra de US$ 15 bilhões. A chegada desses investimentos promove ao Estado grande geração de empregos, fator que só traz benefícios à sociedade, como diminuição da violência e aquecimento da economia.
Outro ponto a ser destacado diz respeito às políticas de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social promovidas pelo complexo. 45% da área de 13,5 mil hectares é destinado à preservação ambiental, submetendo todas as empresas por lá instaladas às regras do CPRH e do Ibama.“Nós temos um estudo de impacto ambiental já aprovado. Quando uma empresa vem se instalar, ela ganha muito tempo com isso.
A Refinaria, por exemplo, em 6 meses conseguiu o licenciamento. É um recorde mundial”, comenta Sidnei Aires, vice-presidente do complexo.Além disso, o Centro de Treinamento do Porto de Suape realiza constantemente uma série de cursos profissionalizantes, promovendo a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, fato que favorece a economia e o próprio investidor, que vai encontrar in loco mão-de-obra qualificada.
Ainda de acordo com o relatório PAC-Suape, mais de 150 mil vagas, entre empregos diretos e indiretos, foram e devem ser geradas durante a implantação dos novos empreendimentos. Destes, dois chamam bastante atenção: a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul.
REFINARIA ABREU E LIMA
Com investimentos de cerca de US$ 12,2 bilhões, a Refinaria Abreu e Lima é o maior empreendimento do complexo. Com 60% de participação acionária da Petrobras e 40% da estatal venezuelana PDVSA, a Refinaria será capaz de produzir 230 mil barris de petróleo por dia, destinados em sua maioria ao abastecimento interno da região Nordeste.Prevista para ser inaugurado em 2012, o projeto deve gerar cerca de 130 mil empregos diretos e indiretos. É considerada a estação de refino mais avançada do mundo.
ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL
“Criar um novo perfil econômico para o Nordeste, dotando-o de um setor industrial naval, que não existia”. Segundo as próprias palavras de Sidnei Aires, este é o papel do Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco.Situado na Ilha de Tatuoca, o empreendimento entrou em operação em setembro de 2008 e contou com investimentos de R$ 1,6 bilhão.Construído com a mais moderna tecnologia do setor, o estaleiro é considerado de quarta geração, o que significa dizer que adota a tecnologia encontrada nos estaleiros asiáticos e é capaz de construir grandes navios cargueiros e plataformas de petróleo.Atualmente, o estaleiro tem encomendados 22 navios pra Transpetro e um casco de plataforma pra Petrobras.
FUTURO
O primeiro Plano Diretor de Suape, que determinou as diretrizes do porto por 30 anos, acabou. Logo, surgiu a necessidade da criação de um novo Masterplan, também previsto para dirigir o complexo pelas próximas três décadas.O segundo Plano Diretor de Suape encontra-se em fase de finalização. Com ele, o que se espera, de acordo com o vice-presidente, é “modernizar Suape e dotá-lo de uma capacidade operacional de 100 milhões de toneladas por ano.
A ideia é tornar o perfil [do porto] bastante diversificado, integrando setor industrial e portuário. E o mais importante: um empreendimento que tenha integração com toda a cadeia mundial”.
Postada em 28.01.10
Por Ascom Suape
Fonte: Portal PE 360°
Foto: Simone Medeiros/ Ascom Suape
Música do Senna Tocada em Violão...Pelo Mestre Robson Miguel
O detalhe é que este cara nunca entrou numa aula de música, e hoje é um dos melhores do país...
Maioria dos Brasileiros está Satisfeita com seu Chefe
Uma pesquisa feita em seis países mostra que 64% dos brasileiros se dizem satisfeitos com o desempenho de seus chefes.
A pesquisa "O que é preciso para ser um bom gerente", realizada pela empresa norte-americana Kenexa Research Institute, ouviu 16 mil funcionários dos Estados Unidos, Brasil, Índia, China, Grã-Bretanha e Alemanha.
O objetivo central da enquete é avaliar a opinião dos empregados sobre seus gerentes. Na média, 63% dos entrevistados nesses seis países se dizem satisfeitos com os chefes. Os brasileiros ocupam o terceiro lugar na lista de satisfação dos funcionários, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Nos seis países analisados pela pesquisa, um total de 12% dos funcionários afirma que seus chefes não são eficientes. De acordo com o estudo, a eficiência dos chefes é avaliada pela prática de conduta ética, pela avaliação de desempenho do funcionário, pelo tratamento justo dado aos empregados e pela gerência eficiente do volume de trabalho.
Todos os funcionários ouvidos pela pesquisa afirmam que o desempenho dos chefes afeta a decisão de continuar trabalhando na empresa e a satisfação geral com o ambiente de trabalho. Para Jack Willey, diretor executivo do instituto Kenexa, "chefes que demonstram conduta ética, mostram consideração e respeito e têm uma relação aberta e pró-ativa com os subordinados, são capazes de criar unidades de forte desempenho e ainda conseguem manter os empregados talentosos". O estudo aponta que há diferenças importantes entre os países que participaram da pesquisa.
Os resultados mostram que os empregados na Grã-Bretanha têm a pior avaliação dos seus chefes, enquanto os funcionários indianos são os mais satisfeitos com o desempenho dos seus superiores.
Para os funcionários brasileiros, a boa conduta ética é fator determinante para avaliar a eficiência dos chefes. Segundo a pesquisa, 66% dos empregados ouvidos no Brasil acham que seus chefes são eficientes e apenas 10% acredita que o superior não é eficiente.
Os resultados revelam que 80% dos brasileiros ouvidos na pesquisa dizem que seus chefes tratam os empregados com respeito e 68% afirmam que o chefe apresenta boa conduta ética no ambiente de trabalho. "Os chefes eficientes respeitam e são justos com seus funcionários. Eles conseguem demonstrar as expectativas de trabalho e dar um retorno positivo aos subordinados.
Apesar de ser fácil conceituar, muitos chefes não conseguem adotar esta conduta no ambiente de trabalho, mas para aqueles que conseguem, os dividendos são enormes", diz Willey.
Fonte: Terra
A pesquisa "O que é preciso para ser um bom gerente", realizada pela empresa norte-americana Kenexa Research Institute, ouviu 16 mil funcionários dos Estados Unidos, Brasil, Índia, China, Grã-Bretanha e Alemanha.
O objetivo central da enquete é avaliar a opinião dos empregados sobre seus gerentes. Na média, 63% dos entrevistados nesses seis países se dizem satisfeitos com os chefes. Os brasileiros ocupam o terceiro lugar na lista de satisfação dos funcionários, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Nos seis países analisados pela pesquisa, um total de 12% dos funcionários afirma que seus chefes não são eficientes. De acordo com o estudo, a eficiência dos chefes é avaliada pela prática de conduta ética, pela avaliação de desempenho do funcionário, pelo tratamento justo dado aos empregados e pela gerência eficiente do volume de trabalho.
Todos os funcionários ouvidos pela pesquisa afirmam que o desempenho dos chefes afeta a decisão de continuar trabalhando na empresa e a satisfação geral com o ambiente de trabalho. Para Jack Willey, diretor executivo do instituto Kenexa, "chefes que demonstram conduta ética, mostram consideração e respeito e têm uma relação aberta e pró-ativa com os subordinados, são capazes de criar unidades de forte desempenho e ainda conseguem manter os empregados talentosos". O estudo aponta que há diferenças importantes entre os países que participaram da pesquisa.
Os resultados mostram que os empregados na Grã-Bretanha têm a pior avaliação dos seus chefes, enquanto os funcionários indianos são os mais satisfeitos com o desempenho dos seus superiores.
Para os funcionários brasileiros, a boa conduta ética é fator determinante para avaliar a eficiência dos chefes. Segundo a pesquisa, 66% dos empregados ouvidos no Brasil acham que seus chefes são eficientes e apenas 10% acredita que o superior não é eficiente.
Os resultados revelam que 80% dos brasileiros ouvidos na pesquisa dizem que seus chefes tratam os empregados com respeito e 68% afirmam que o chefe apresenta boa conduta ética no ambiente de trabalho. "Os chefes eficientes respeitam e são justos com seus funcionários. Eles conseguem demonstrar as expectativas de trabalho e dar um retorno positivo aos subordinados.
Apesar de ser fácil conceituar, muitos chefes não conseguem adotar esta conduta no ambiente de trabalho, mas para aqueles que conseguem, os dividendos são enormes", diz Willey.
Fonte: Terra
Nordeste - Aqui o Brasil Cresce Mais Rápido
O capitalismo parece ter finalmente chegado ao Nordeste. Milhões de pessoas passam a fazer parte do mercado consumidor, uma nova safra de empreendedores surge e investidores chegam em busca de novos projetos na região onde a economia brasileira mostra seu maior vigor.
Andrade Jr., presidente da Cyrela Andrade Mendonça: o maior condomínio residencial em construção no país, com apartamentos de mais de 1 milhão de reais, fica em Salvador.
A avenida Paralela, que liga o município de Lauro de Freitas a Salvador, é um gigantesco canteiro de obras em linha reta. Ao longo de seus 18 quilômetros brotam edifícios, condomínios, shoppings, lojas e universidades onde, até cinco anos atrás, o que se via era apenas um matagal.
Todo fim de tarde, centenas de ônibus apinhados de operários a caminho de casa se misturam aos carros de passeio e entopem as três pistas da avenida. O movimento é especialmente intenso na altura das obras do condomínio Le Parc, onde 2 200 funcionários trabalham seis dias por semana.
O Le Parc - incrustado na capital da Bahia é o maior empreendimento residencial em construção no Brasil. Dezoito torres, cada uma com pelo menos 16 andares e 64 apartamentos, são construídas ao mesmo tempo, num terreno de 100 000 metros quadrados.
A cada semana, são utilizados 4,5 milhões de blocos pré-moldados e o equivalente a sete piscinas olímpicas de concreto. Caminhões de 40 fornecedores entram e saem pelos portões do empreendimento de segunda a sábado, das 7 horas da manhã às 5 horas da tarde. Previsto para ser construído ao longo de cinco anos, o Le Parc precisou ter seu cronograma adiantado para atender à demanda.
Em menos de um ano, 1 000 de seus 1 138 apartamentos foram vendidos, a preços que variam de 421 000 a 1,1 milhão de reais. "Planejávamos começar as obras com apenas cinco torres", diz Antonio Andrade Jr., de 43 anos, presidente da Cyrela Andrade Mendonça, associação entre a construtora baiana Andrade Mendonça e a paulista Cyrela.
Mas, assim como tantos outros empresários, Andrade Jr. descobriu que o mercado local era maior do que parecia ser. Em 2008, as vendas de sua construtora dobraram, alcançando 600 milhões de reais. Criada há mais de 30 anos, a Andrade Mendonça jamais viveu tamanha prosperidade em seus negócios. Neste momento, seus operários erguem simultaneamente 52 obras, espalhadas por Bahia, Pernambuco, Paraíba e Sergipe.
A avenida Paralela, em Salvador, é um retrato do que hoje acontece naquela que historicamente foi a região mais pobre e atrasada do país. Por quatro séculos, o Nordeste brasileiro foi berço de uma economia pré-industrial, com base numa estrutura quase feudal, na inexistência de tecnologia e na escassez de grandes empreendimentos.
Não havia mercado. Não havia, numa consequência óbvia e cruel, oportunidade. Com 28% da população brasileira, o Nordeste é responsável por apenas 14% do PIB do país. Mas os prédios erguidos por2 200 pessoas na Paralela são uma evidência concreta da transformação da região em um mercado real, em que parte dos 54 milhões de habitantes se torna consumidora.
É um sinal que se junta a outros -- o surgimento de um novo e pujante polo agrícola entre a Bahia, o Piauí, o Tocantins e o Maranhão, a instalação de grandes indústrias, como Nestlé e Sadia, e obras de infraestrutura que estão entre as maiores do país, frutos de investimentos públicos e privados.Aos poucos, a economia do século 21 toma o espaço do que resta da economia do século 16.
O desenvolvimento do Nordeste, portanto, não se deu em fases. Está ocorrendo num movimento de salto. Neste ano de abalo mundial, o Nordeste foi responsável pela maior fatia do pequeno crescimento da economia brasileira. A consultoria Tendências estima o crescimento do PIB nordestino em 1,5%, enquanto o resto do Brasil deve encolher 0,1%.
Se o mercado interno protegeu o país dos efeitos da crise internacional, isso é mais verdade no Nordeste, região de baixíssima exposição internacional, formada em sua base por uma legião de consumidores emergentes. "Esse pedaço do Brasil está descobrindo o próprio caminho para o crescimento, com o empreendedorismo local, o desenvolvimento tecnológico, dos serviços, do turismo e da construção civil", afirma o economista Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências.
Para entender as estatísticas atuais é preciso voltar um pouco no tempo. Nenhuma região do país foi tão beneficiada pelos programas de transferência de renda do atual governo quanto o Nordeste. Hoje, cerca de metade dos 12 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família em todo o país vive na região.
O programa é responsável por 2,6% da renda familiar nordestina média três vezes superior à brasileira, mas ainda assim um volume de dinheiro pequeno diante do todo. Há também outras iniciativas, como a aposentadoria rural, que hoje atende 3,8 milhões de pessoas na área metade de todo o benefício pago no país, e o aumento de 94% do salário mínimo, que desde 2003 ajudaram a elevar a renda média da população.
Mas é fundamental deixar claro que a economia nordestina, embora tenha sido empurrada por incentivos de distribuição de renda, hoje se move graças às forças do capitalismo tradicional. A região começou a receber grandes investimentos nos últimos anos, sobretudo no que se refere ao setor de infraestrutura. Obras gigantes já estão em curso, como os portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará, ou a duplicação da BR-101, que liga o litoral pernambucano ao do Rio Grande do Norte.
No total, 52 bilhões de reais devem ser injetados na economia local nos próximos cinco anos, de acordo com o levantamento do Anuário EXAME de Infraestrutura 2008. "É um investimento muito grande para uma região historicamente carente", diz Francisco Cunha, sócio da consultoria TGI, com sede em Recife. Essa combinação fez com que o Nordeste acelerasse sua marcha econômica o aumento da renda gera mais consumo, que gera mais produção, que gera mais investimento.
Um levantamento do economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, revela que a renda do trabalho nesse pedaço do país vem crescendo 7,27% ao ano desde 2003, ante 5,13% da média brasileira. De setembro de 2008 a setembro deste ano, o Nordeste apresentou o maior crescimento em vagas formais de trabalho do país. "São números emblemáticos, para derrubar as teses de que a região só cresce graças aos programas de transferência de renda", diz Neri.
O efeito direto dessa mudança de cenário é uma mobilidade social sem precedentes. Em 2003, metade das famílias nordestinas vivia com menos de 768 reais por mês e fazia parte da chamada classe E, um extrato da população alijada do mercado de consumo. Nos últimos cinco anos, essa faixa caiu para 31% da população. Isso significa que cerca de 10 milhões de nordestinos ingressaram nas classes C e D. Trata-se de um imenso contingente de pessoas que compraram seu primeiro fogão ou seu primeiro aparelho de TV.
Os nordestinos são hoje os maiores consumidores de produtos como arroz e carros Uno Mille, o modelo mais barato da Fiat, do país. Há demanda para quase tudo -- e é exatamente isso que está na raiz do surgimento de uma nova geração de empreendedores locais. É o caso do pernambucano Richard Saunders, dono da rede varejista Eletroshopping. Sua empresa dobrou de tamanho nos últimos dois anos vendendo eletrodomésticos em crediário de até 24 vezes para uma população que, muitas vezes, nem sequer possui conta bancária.
Aos 37 anos, Saunders, filho de um inglês e de uma pernambucana, comanda hoje uma rede com 105 pontos de venda espalhados por seis estados nordestinos, com faturamento previsto de 700 milhões de reais neste ano. Até 2014, a previsão é abrir mais 150 lojas -- mesmo com a chegada de concorrentes nacionais à região, como a Casas Bahia, líder do setor.
Em março deste ano, 52 anos após sua fundação, a Casas Bahia inaugurou suas primeiras lojas no estado que lhe empresta o nome. A previsão é chegar a 50 unidades até meados de 2010.Depois de ocupar espaço nas principais capitais nordestinas, a Eletroshopping parte agora para uma segunda fase o crescimento em cidades com menos de 70 000 habitantes. A chegada de uma dessas lojas de eletrodomésticos ao interior normalmente é motivo de festa.
Na inauguração da Eletroshopping em Arcoverde, cidade com 68 000 habitantes a 250 quilômetros de Recife, o povo se aglomerou na praça central para ver a abertura das portas, animada por uma banda de pífanos. "Temos uma oportunidade enorme nesses lugares em que as pessoas ganharam poder de consumo, mas ainda não tinham acesso a crediário", diz Saunders, que vendeu a Saveiro e o Chevette da família para encher as prateleiras de sua primeira loja, inaugurada em Recife há 19 anos. Com a velocidade de movimentação da economia nordestina, começam a surgir figuras típicas de mercados mais desenvolvidos. Em Pernambuco, já é possível encontrar uma geração de empreendedores seriais, empresários irrequietos, normalmente jovens, que criam uma empresa após a outra e, não raro, as vendem para investidores como fundos de private equity ou de venture capital.
Um dos representantes dessa leva de novos capitalistas nordestinos é o recifense Fernando Carrilho, de 28 anos. Formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco, Carrilho é filho e neto de empresários da construção civil, mas desistiu de trabalhar na construtora da família para abrir seu próprio negócio. Conseguiu 15 milhões de reais com bancos e outros investidores e, em 2006, inaugurou sua primeira empresa, a Cimentos Brasil. Menos de dois anos depois, vendeu a companhia para o grupo Camargo Corrêa por 200 milhões de reais -- um extraordinário ganho de 185 milhões de reais em relação ao aporte inicial.
Em julho, Carrilho começou sua segunda empreitada, desta vez em sociedade com o colega de faculdade Luiz Priori, fundador da fabricante de estruturas metálicas Zipco. Fundada há três anos, a Zipco especializou-se em construir armazéns para grandes empresas. Carrilho investiu 12 milhões de reais para ficar com metade da empresa, cujas receitas neste ano serão de 20 milhões de reais. "Ainda somos pequenos, mas já temos clientes como Vale, AmBev e CPFL", diz ele.
O maior indício de renovação no ambiente de negócios do Nordeste é certamente a capacidade de atrair investidores. "O apelo da região migrou de uma espécie de compaixão para o do crescimento acelerado", diz Tania Bacelar, sócia da consultoria pernambucana Ceplan e ex-secretária de Política de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional.
A expansão vem chamando a atenção inclusive de fundos internacionais. Segundo a GVcep, braço da FGV que analisa o mercado de venture capital e private equity, existiam 11 empresas nordestinas com participações de fundos de private equity em 2004. Agora são 19. Uma delas é o grupo SER Educacional, com sede em Recife, que no ano passado recebeu um aporte de 100 milhões de reais do fundo americano Cartesian Capital Group (o Cartesian só tem mais um investimento no Brasil, no banco Daycoval).Formado por três faculdades -- Maurício de Nassau, Fabac e Joaquim Nabuco, o SER foi fundado em 2003 pelo paraibano Janguiê Diniz.
Aos 45 anos de idade, Diniz tem uma origem improvável para um empresário do setor de educação. Filho de pais analfabetos, que deixaram a Paraíba fugidos da seca nos anos 70, ele morou em Mato Grosso e Rondônia antes de se fixar em Pernambuco. Conseguiu se formar em direito e, anos depois, ao tentar uma vaga num concurso público para promotor, percebeu que não havia cursinhos preparatórios. "Ficou claro para mim que havia ali uma oportunidade de negócio", diz ele. Foi então que, em 1996, Diniz abriu uma escola preparatória que daria origem ao SER, alguns anos depois.
Hoje o grupo tem oito campi espalhados por Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia e faturamento de 140 milhões de reais para se deslocar entre um campus e outro, Diniz usa o próprio avião, um turboélice King Air C-90, cujo preço gira em torno de 1 milhão de dólares. Com o aporte dos americanos do Cartesian, o objetivo agora é aumentar o número de alunos de 30 000 para 100 000 e chegar a 30 unidades nas regiões Norte e Nordeste nos próximos cinco anos.
O crescimento do mercado nordestino não passou despercebido pelas grandes companhias instaladas no Sul e no Sudeste. Apenas no Banco do Nordeste, os financiamentos sextuplicaram, passando de 2 bilhões em 2003 para 13,3 bilhões de reais em 2008. São projetos dos mais variados portes e destinados a fins tão diversos quanto esmagamento de soja e produção de medicamentos. Um dos maiores investimentos recentes foi feito pela Sadia em Vitória de Santo Antão, a 50 quilômetros de Recife.
Em março, a empresa inaugurou sua primeira fábrica na região, resultado de um aporte de 300 milhões de reais. "Antes levávamos até dez dias para atender a um pedido local, com produtos que chegavam a viajar 3 000 quilômetros", diz Julio Cavasin, gerente de projetos e investimentos. A Sadia, também espera fazer de Vitória de Santo Antão um polo para exportação de seus produtos. Para isso, deu especial atenção às exigentes normas internacionais de qualidade. A fábrica da Sadia. em Vitória de Santo Antão é a primeira do setor de carnes do país a neutralizar suas emissões de carbono.
Os benefícios decorrentes de grandes obras -- tanto privadas quanto de infraestrutura -- são imediatos. Em 2005, a BR-232 foi duplicada de Recife a Caruaru, a maior cidade do agreste pernambucano. O percurso de 150 quilômetros, que antes levava até 3 horas para ser percorrido, passou a ser feito em 90 minutos. Desde então, Caruaru vive uma expansão inédita.
Em maio, a cidade, conhecida por sua gigantesca festa de São João, recebeu a primeira loja do McDonald’s instalada no interior do estado. No dia da inauguração, centenas de pessoas fizeram fila em frente ao balcão, numa cena que lembrou a abertura da primeira unidade da rede em Moscou, após a queda do Muro de Berlim. Os funcionários do McDonald’s ganharam status de celebridade no município. Alguns mantêm o crachá até mesmo para sair à noite, no forró da cidade (segundo eles, os arcos dourados estampados no peito servem como um "ímã" para conquistar as garotas locais).
Diferentemente do que acontece nos grandes centros, o maior desafio do McDonald’s em Caruaru não é superar outras cadeias de fast food, até porque elas ainda não existem por lá, mas romper a tradição local de almoçar carne de sol e guisado de bode. A maior esperança de mercado está nas novas gerações de consumidores. Professores chegam a levar turmas inteiras para a loja no horário das refeições. "Para esses meninos, comer no McDonald’s é motivo de orgulho", diz Mario Jorge Carvalheira, dono da franquia.
No caminho inverso, cada vez mais companhias nordestinas ganham fôlego para ultrapassar as próprias fronteiras, num movimento migratório diferente do que se viu por décadas no país. Em vez de uma massa de retirantes em busca de emprego, começa a surgir uma leva de empresários nordestinos atraídos pela possibilidade de expansão nacional. Uma das pioneiras nesse movimento é a rede de farmácias Pague Menos, com sede em Fortaleza. Fundada em 1981 por Deusmar Queirós, hoje com 62 anos, a empresa tornou-se no ano passado a maior do país em seu setor.
A previsão é fechar 2009 com 340 lojas e faturamento de 2 bilhões de reais. Por enquanto, a grande concentração está na própria região, onde estão localizadas 220 lojas. Agora, o objetivo é ganhar o resto do país. Para isso, Queirós já mapeou 132 cidades com mais de 100 000 habitantes, que poderão receber novas farmácias. Por trás desse crescimento está uma estratégia inovadora. A Pague Menos foi a primeira rede brasileira a oferecer produtos como sorvetes e refrigerantes e a aceitar pagamento de contas de água, luz e telefone serviço muito procurado no interior nordestino, onde a presença dos bancos ainda é tímida. Nos próximos meses, o modelo de Queirós será colocado à prova.
A Anvisa, agência que regula o setor de medicamentos, determinou que em fevereiro as farmácias passem a vender apenas remédios.Como a mais emergente região de um país que hoje chama a atenção do mundo, o Nordeste vive um momento de prosperidade por seus próprios méritos. Seu desenvolvimento atual ocorre além, e a despeito -- das conveniências políticas, dos interesses particulares e das agências de desenvolvimento estatais que enterravam dinheiro em açudes fantasmas. A força de atração da região está em seu mercado potencial e na parcela dele que se torna real. Mas é evidente que esse movimento tem travas, que tendem a aparecer mais adiante caso não sejam removidas.
O Nordeste é, apesar do que está acontecendo, uma região pobre, com baixos índices de educação e qualificação da mão de obra. Dados da FGV revelam que os alunos nordestinos só agora chegaram à média de anos de estudo que o restante do país tinha em 1999 -- inferior a seis anos de instrução formal. Essa lacuna tende a ser crítica numa economia que se moderniza e que passa a depender de mais qualificação.
As diferenças entre os estados são consideráveis. Alagoas e Maranhão, por exemplo, estão longe do ritmo de crescimento de vizinhos como Pernambuco e Ceará. "Temos a obrigação de crescer mais porque a diferença em relação ao Sul e ao Sudeste ainda é brutal", diz o sergipano João Carlos Paes Mendonça, presidente do grupo JCPM e fundador da rede de supermercados Bom Preço, hoje nas mãos do Walmart. O lugar onde vivem mais de 54 milhões de brasileiros parece finalmente ter a chance de transformar suas enormes fraquezas em oportunidades.
Por Lucas Amorim, de Salvador, Recife e Caruaru 29.10.2009 00h01
Crescimento da Internet no Brasil
A banda larga cresceu 16% no primeiro semestre de 2009 e, até o mês de junho, somou 13,7 milhões de conexões.
No período foram adicionados 1,13 milhão de conexões fixas e 680 mil acessos móveis à base total de assinantes. A banda larga móvel cresceu três vezes mais que a fixa no semestre: 34% contra 12%.
As informações são do Barômetro Cisco da Banda Larga, levantamento semestral realizado e divulgado nesta quarta-feira, dia 23, pela Cisco e IDC Brasil. Segundo o relatório, os principais fatores que estimularam esse crescimento foram a popularização dos computadores nas residências e a percepção da banda larga como um serviço essencial. A desoneração tributária sobre os PCs também influenciou o aumento do indicador.
Móvel
A quantidade de acessos de banda larga móvel, de acordo com o estudo, atingiu 2,6 milhões em junho de 2009, um aumento de 34,2% em relação ao final do ano passado, quando totalizavam 1,98 milhão (inclusos aí os acessos em desktops, notebooks e netbooks). Na distribuição por segmento de mercado, 77% desses acessos estão no residencial, contra 24% do corporativo. Em dezembro, a proporção era de 72% e 28%.
Fixa
A banda larga fixa cresceu 12% no semestre, passando de 9,8 milhões, em dezembro do ano passado, para 10,9 milhões em junho deste ano. Em doze meses, o aumento dessa base foi de 25%. Na divisão por tecnologias, o ADSL, cable modem e wireless fixo (WLL) somaram 10,9 milhões de acessos, crescimento de 12% em relação aos 9,7 milhões do final de 2008.
Na disputa entre as duas principais tecnologias (ADSL e cable modem), as conexões via cabo registraram aumento proporcionalmente maior. De 6,3 milhões, em junho de 2008, a quantidade de acessos via ADSL cresceu para 7,6 milhões em junho de 2009. Enquanto isso, o cable modem saltou de 2,1 milhões para 3,07 milhões no mesmo período. Os links de IP dedicado cresceram 20%, de 57,3 mil para 69 mil, de dezembro de 2008 a junho último.
As demais conexões, como satélite, registraram queda de 1%, com 29,3 mil acessos.
Queda de preços
O estudo também confirmou uma tendência de queda dos preços com aumento das velocidades oferecidas dos links. Por exemplo, em junho de 2008 era preciso R$ 49,99 para pagar um serviço ADSL de 128 kbps. Em junho deste ano, com esse mesmo valor um cliente é capaz de assinar um acesso ADSL de 400 kbps.
Inibidores
Entre os fatores inibidores do crescimento da banda larga no país, segundo o relatório da Cisco e do IDC, os principais são a falta de infra-estrutura de telecomunicações e a conseqüente indisponibilidade de serviços em áreas onde existe demanda. Outro obstáculo é o preço do acesso, ainda considerado alto para a realidade sócio-econômica brasileira. A redução de impostos é considerada a solução para esse entrave, uma vez que causaria a redução de preços e a popularização dos acessos.
Fonte: Teletime
No período foram adicionados 1,13 milhão de conexões fixas e 680 mil acessos móveis à base total de assinantes. A banda larga móvel cresceu três vezes mais que a fixa no semestre: 34% contra 12%.
As informações são do Barômetro Cisco da Banda Larga, levantamento semestral realizado e divulgado nesta quarta-feira, dia 23, pela Cisco e IDC Brasil. Segundo o relatório, os principais fatores que estimularam esse crescimento foram a popularização dos computadores nas residências e a percepção da banda larga como um serviço essencial. A desoneração tributária sobre os PCs também influenciou o aumento do indicador.
Móvel
A quantidade de acessos de banda larga móvel, de acordo com o estudo, atingiu 2,6 milhões em junho de 2009, um aumento de 34,2% em relação ao final do ano passado, quando totalizavam 1,98 milhão (inclusos aí os acessos em desktops, notebooks e netbooks). Na distribuição por segmento de mercado, 77% desses acessos estão no residencial, contra 24% do corporativo. Em dezembro, a proporção era de 72% e 28%.
Fixa
A banda larga fixa cresceu 12% no semestre, passando de 9,8 milhões, em dezembro do ano passado, para 10,9 milhões em junho deste ano. Em doze meses, o aumento dessa base foi de 25%. Na divisão por tecnologias, o ADSL, cable modem e wireless fixo (WLL) somaram 10,9 milhões de acessos, crescimento de 12% em relação aos 9,7 milhões do final de 2008.
Na disputa entre as duas principais tecnologias (ADSL e cable modem), as conexões via cabo registraram aumento proporcionalmente maior. De 6,3 milhões, em junho de 2008, a quantidade de acessos via ADSL cresceu para 7,6 milhões em junho de 2009. Enquanto isso, o cable modem saltou de 2,1 milhões para 3,07 milhões no mesmo período. Os links de IP dedicado cresceram 20%, de 57,3 mil para 69 mil, de dezembro de 2008 a junho último.
As demais conexões, como satélite, registraram queda de 1%, com 29,3 mil acessos.
Queda de preços
O estudo também confirmou uma tendência de queda dos preços com aumento das velocidades oferecidas dos links. Por exemplo, em junho de 2008 era preciso R$ 49,99 para pagar um serviço ADSL de 128 kbps. Em junho deste ano, com esse mesmo valor um cliente é capaz de assinar um acesso ADSL de 400 kbps.
Inibidores
Entre os fatores inibidores do crescimento da banda larga no país, segundo o relatório da Cisco e do IDC, os principais são a falta de infra-estrutura de telecomunicações e a conseqüente indisponibilidade de serviços em áreas onde existe demanda. Outro obstáculo é o preço do acesso, ainda considerado alto para a realidade sócio-econômica brasileira. A redução de impostos é considerada a solução para esse entrave, uma vez que causaria a redução de preços e a popularização dos acessos.
Fonte: Teletime
Uma Aposentadoria Bem Planejada...

Externamente ao England's Bristol Zoo, existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 ônibus. Por 25 anos, a cobrança do estacionamento era efetuada por um muito simpático atendente.
As taxas eram o correspondente a US$1.40 para carros e US$7.00 para ônibus. Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, ele simplesmente não apareceu.
A administração do Zoo, então, ligou para a Prefeitura e solicitou que enviassem um outro atendente. A Prefeitura fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era da responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o atendente era um empregado da Prefeitura. A Prefeitura, por sua vez, respondeu que o atendente do estacionamento jamais esteve na sua folha de pagamento.
Enquanto isso, descansando em sua bela residência em algum lugar da costa da Espanha (ou algo parecido), existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todo dia, coletando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em US$ 560 por dia... por 25 anos !
Assumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de US$7 milhões de dólares. E ninguém sabe, nem mesmo, seu nome...
Experiência Interessante...
“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. Toda vez que um dos macacos começava a subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam, evitando assim a água gelada. Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir a escada. Imediatamente, os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras, o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse o porquê.
Um segundo macaco foi substituído, e ocorreu com ele a mesma coisa. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. Um terceiro macaco foi trocado, com a mesma reação dos demais. Um quarto e um quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos sempre que ocorriam novas tentativas de subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir a escada”.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, aposto que a resposta seria: “Eu não sei — essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”.
Esse comportamento e essa resposta não nos parecem familiar quando olhamos para dentro de nossas empresas e observamos como nossos colaboradores executam as tarefas?
Saindo do planeta dos macacos e voltando ao planeta dos homens, gostaria de convocar as empresas a promoverem um verdadeiro mutirão em busca de novas práticas, de novas ideias, premiando os destaques e criando, assim, um ambiente favorável à inovação, tão vital à sobrevivência em tempos difíceis.
Ousem, façam a diferença, invistam em TI como ferramenta de apoio à decisão, de forma que possam avaliar cenários com base em números atualizados da operação, deixando o “empirismo” fazer parte, apenas, do passado.
Motivem os talentos e colham os frutos de sua ousadia.
Fonte: Rede Gestão
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam, evitando assim a água gelada. Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir a escada. Imediatamente, os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras, o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse o porquê.
Um segundo macaco foi substituído, e ocorreu com ele a mesma coisa. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. Um terceiro macaco foi trocado, com a mesma reação dos demais. Um quarto e um quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos sempre que ocorriam novas tentativas de subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir a escada”.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, aposto que a resposta seria: “Eu não sei — essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”.
Esse comportamento e essa resposta não nos parecem familiar quando olhamos para dentro de nossas empresas e observamos como nossos colaboradores executam as tarefas?
Saindo do planeta dos macacos e voltando ao planeta dos homens, gostaria de convocar as empresas a promoverem um verdadeiro mutirão em busca de novas práticas, de novas ideias, premiando os destaques e criando, assim, um ambiente favorável à inovação, tão vital à sobrevivência em tempos difíceis.
Ousem, façam a diferença, invistam em TI como ferramenta de apoio à decisão, de forma que possam avaliar cenários com base em números atualizados da operação, deixando o “empirismo” fazer parte, apenas, do passado.
Motivem os talentos e colham os frutos de sua ousadia.
Fonte: Rede Gestão
DTH (TV Paga via Satélite) na América Latina
DTH na América Latina movimentará US$ 4,6 bi em 2013
Estimativa da Signals Consulting projeta crescimento do mercado puxada pelos múltiplos serviços ofertados pelas operadoras aos assinantes.
Um estudo da Signals Consulting estima que o mercado de DTH na América Latina deve passar dos US$ 4,6 bilhões em 2013 por conta das estratégias de venda de pacotes (bundles) das operadoras.
Segundo a consultoria, em cinco anos, 46,54% dos assinantes terão pacotes que incluem diversos tipos de serviços. Neste período, a participação da tecnologia no mercado de TV chegará a 33% (em 2007, era 22%).
Em 2013, A DirecTV/Sky continuará como líder do mercado com 69% de participação. Já a Telefônica virá em segundo lugar, com 16,5%, seguida pela Telmex, 10,5% de participação. Outros provedores terão 4% do mercado de DTH.O estudo destaca o fato de que não existe um modelo único para promover os serviços de DTH.
Por exemplo, o maior operador de TV paga da América Latina, a DirecTV, alcançou uma posição sólida no mercado se posicionando como inovador em termos de tecnologia e oferecendo conteúdo exclusivo. No primeiro trimestre de 2008, a Telefônica é o único operador de telecomunicações com sua própria plataforma de oferta de DTH em múltiplos mercados. "É só uma questão de tempo antes que a Telmex implemente uma estratégia semelhante em países como México e Brasil, onde controla a operadora incumbent.
Enquanto em mercados como Colômbia, Chile e Peru, onde a Telmex é um player de menor porte, as possibilidades de criar pacotes com DTH são mais reduzidas a nichos de mercado. Conseqüentemente, a Telmex tem que focar no mercado de DTH como forma de complementar sua cobertura de cabo", afirma Carlos Blanco, autor do estudo.
"O anúncio do DTH por operadoras como a Telefônica, Telmex e Oi é uma resposta À necessidade de se ter uma estratégia de Tv paga forte que permite a eles aumentar rapidamente sua base de assinantes. Depois disso, estes operadores começarão a migrar seus clientes de alto valor para redes de IPTV ou redes híbridas de fibra e cabo coaxial (HFC networks) para aumentar o número de servilos contratados por eles", conclui Blanco.
Fonte: It Web
Estimativa da Signals Consulting projeta crescimento do mercado puxada pelos múltiplos serviços ofertados pelas operadoras aos assinantes.
Um estudo da Signals Consulting estima que o mercado de DTH na América Latina deve passar dos US$ 4,6 bilhões em 2013 por conta das estratégias de venda de pacotes (bundles) das operadoras.
Segundo a consultoria, em cinco anos, 46,54% dos assinantes terão pacotes que incluem diversos tipos de serviços. Neste período, a participação da tecnologia no mercado de TV chegará a 33% (em 2007, era 22%).
Em 2013, A DirecTV/Sky continuará como líder do mercado com 69% de participação. Já a Telefônica virá em segundo lugar, com 16,5%, seguida pela Telmex, 10,5% de participação. Outros provedores terão 4% do mercado de DTH.O estudo destaca o fato de que não existe um modelo único para promover os serviços de DTH.
Por exemplo, o maior operador de TV paga da América Latina, a DirecTV, alcançou uma posição sólida no mercado se posicionando como inovador em termos de tecnologia e oferecendo conteúdo exclusivo. No primeiro trimestre de 2008, a Telefônica é o único operador de telecomunicações com sua própria plataforma de oferta de DTH em múltiplos mercados. "É só uma questão de tempo antes que a Telmex implemente uma estratégia semelhante em países como México e Brasil, onde controla a operadora incumbent.
Enquanto em mercados como Colômbia, Chile e Peru, onde a Telmex é um player de menor porte, as possibilidades de criar pacotes com DTH são mais reduzidas a nichos de mercado. Conseqüentemente, a Telmex tem que focar no mercado de DTH como forma de complementar sua cobertura de cabo", afirma Carlos Blanco, autor do estudo.
"O anúncio do DTH por operadoras como a Telefônica, Telmex e Oi é uma resposta À necessidade de se ter uma estratégia de Tv paga forte que permite a eles aumentar rapidamente sua base de assinantes. Depois disso, estes operadores começarão a migrar seus clientes de alto valor para redes de IPTV ou redes híbridas de fibra e cabo coaxial (HFC networks) para aumentar o número de servilos contratados por eles", conclui Blanco.
Fonte: It Web
Oi Leva Banda Larga ao Norte Via Infraestrutura Elétrica
Ao comprar a Brasil Telecom, uma das condicionantes impostas pela Anatel foi que a Oi levasse fibra óptica a três capitais da região amazônica: Boa Vista, Manaus e Macapá. A obrigação começa a ser cumprida com o atendimento de Boa Vista através de um acordo com a Eletronorte (a companhia elétrica do Norte) e a operadora de telecomunicações da Venezuela, a CanTV.
Para a concessionária foi mais barato costurar um acordo com essas empresas do que levar o backbone brasileiro até a região amazônica. O diretor de assuntos internacionais da Oi, Francisco Perrone, explica que existia um acordo com o governo venezuelano desde junho de 2008 para prover banda larga na região fronteiriça, o que acabou facilitando as coisas.
A Eletronorte fornece o link de dados de alta capacidade que liga Boa Vista a Santa Elena na Venezuela. De lá, o tráfego entra na rede da CanTV e vai até Caracas, onde se conecta no cabo Globenet da Oi. Para o ano que vem, a Oi já planeja o atendimento de Manaus que será feito basicamente nos mesmo moldes. No caso de Manaus, a Oi vai construir uma rede de fibra ligando a cidade a Boa Vista, onde o tráfego entra na rede da Eletronorte e sai pela rede da CanTV.
Perrone afirma que o projeto já está em análise nos órgãos que concedem as licenças ambientais. A próxima cidade (cujo atendimento também está previsto para o ano que vem) é Macapá. Esse caso é o mais complicado porque a cidade não tem uma rede elétrica com sua respectiva rede de dados conectada ao resto do país, mas sim uma pequena geração própria de energia.
Para Macapá, a Anatel deu um prazo de seis meses a partir da chegada do cabo OPGW das elétricas. Demanda Ao mesmo tempo em que a Oi cumpre exigências vinculadas à compra da Brasil Telecom, a empresa já está conectando também as escolas das cidades, o que é uma outra obrigação assumida com o governo. Perrone diz que em Boa Vista os serviços estão disponíveis aos clientes finais e que o preço será "equivalente" ao de Belém, onde a Oi chega com backbone próprio. O executivo faz um cálculo simples para estimar a demanda pelo serviço. Segundo ele, a penetração da banda larga sobre as linhas de voz está na casa dos 12%.
Em Boa Vista existem cerca de 20 mil linhas de voz, então a banda larga teria uma demanda estimada de 2,4 mil assinantes. Francisco Perrone lembra, entretanto, que o ADSL é viável a um certo limite de distância da central telefônica. "São obrigações que nós tentamos aproveitar para melhorar o nosso negócio. Não necessariamente eu estou ganhando dinheiro nisso. Previamente não há calculo se isso é financeiramente retornável ou não", afirma.
Fonte: Telenews
Para a concessionária foi mais barato costurar um acordo com essas empresas do que levar o backbone brasileiro até a região amazônica. O diretor de assuntos internacionais da Oi, Francisco Perrone, explica que existia um acordo com o governo venezuelano desde junho de 2008 para prover banda larga na região fronteiriça, o que acabou facilitando as coisas.
A Eletronorte fornece o link de dados de alta capacidade que liga Boa Vista a Santa Elena na Venezuela. De lá, o tráfego entra na rede da CanTV e vai até Caracas, onde se conecta no cabo Globenet da Oi. Para o ano que vem, a Oi já planeja o atendimento de Manaus que será feito basicamente nos mesmo moldes. No caso de Manaus, a Oi vai construir uma rede de fibra ligando a cidade a Boa Vista, onde o tráfego entra na rede da Eletronorte e sai pela rede da CanTV.
Perrone afirma que o projeto já está em análise nos órgãos que concedem as licenças ambientais. A próxima cidade (cujo atendimento também está previsto para o ano que vem) é Macapá. Esse caso é o mais complicado porque a cidade não tem uma rede elétrica com sua respectiva rede de dados conectada ao resto do país, mas sim uma pequena geração própria de energia.
Para Macapá, a Anatel deu um prazo de seis meses a partir da chegada do cabo OPGW das elétricas. Demanda Ao mesmo tempo em que a Oi cumpre exigências vinculadas à compra da Brasil Telecom, a empresa já está conectando também as escolas das cidades, o que é uma outra obrigação assumida com o governo. Perrone diz que em Boa Vista os serviços estão disponíveis aos clientes finais e que o preço será "equivalente" ao de Belém, onde a Oi chega com backbone próprio. O executivo faz um cálculo simples para estimar a demanda pelo serviço. Segundo ele, a penetração da banda larga sobre as linhas de voz está na casa dos 12%.
Em Boa Vista existem cerca de 20 mil linhas de voz, então a banda larga teria uma demanda estimada de 2,4 mil assinantes. Francisco Perrone lembra, entretanto, que o ADSL é viável a um certo limite de distância da central telefônica. "São obrigações que nós tentamos aproveitar para melhorar o nosso negócio. Não necessariamente eu estou ganhando dinheiro nisso. Previamente não há calculo se isso é financeiramente retornável ou não", afirma.
Fonte: Telenews
Banda Larga via Rede Elétrica

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve decidir neste mês sobre o uso da rede de energia elétrica para a transmissão de internet em banda larga. Inicialmente, a decisão sobre o assunto estava marcada para terça-feira (11/08), mas foi adiada devido a um pedido da relatoria.
A rede elética por meio da banda larga deve permitir uma agilidade do serviço muito acima do padrão original dos computadores, limitada a 56 quilobits por segundo (kbps).
Atualmente a maioria dos serviços de banda larga oferece velocidade a partir de 300 kbps. A nova alternativa já foi aprovada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em abril.
De acordo com áreas técnicas da Aneel, a transmissão em banda larga pelo sistema de energia elétrica não provocará interferências entre os dois serviços, uma vez que cada um trabalha com sua frequência própria.
A estimativa das duas agências reguladoras é de que a medida viabilizará a disseminação do uso de banda larga para transmissão de internet, uma vez que a rede de energia elétrica envolve uma estrutura já existente.
Fonte: Bol Notícias.
Fonte: Bol Notícias.
Como a Mídia Interpreta as Notícias? Cada Qual com seu Enfoque...
Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil?
Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.
Jornal Nacional (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...
'(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.'
Programa da Hebe'...que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'
Cidade Alerta (Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê asautoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transportepúblico! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop (Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'
Globo Repórter (Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter!'
Discovery Channel: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja: Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Cláudia: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
Revista Nova: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy (Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'.
Revista Vip: As 100 mais sexyes - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!
Revista G Magazine: (Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.
Revista Caras (Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de
hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'
Revista Superinteressante: Lobo Mau: mito ou verdade?
Revista Tititi: Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.
Folha de São Paulo (Legenda da foto): 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O Estado de São Paulo: Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.
O Globo: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
O Dia: Lenhador desempregado tem dia de herói
Extra Promoção do mês: junte 20 selos mais R$ 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!
Meia hora: Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco
O Povo: Sangue e tragédia na casa da vovó.
Wagner Montes:
Agora vejam só vocês meu amigo telespectador, minha dona de casa que nessa hora está cuidando do lar, arrumando as crianças para aescola..... vejam só esse covarde de codinome Lobo..... que se acha todo malandrão.... PRA CIMA DELE MINHA POLIÇADA !!!! Alô minha rapaziada da Civil, alô comandante do CORE, aquele abraço, alô meu pessoal do 16º, 22º.... É PRA ARREGASSAR MESMO!!! Bota a cara dele aí na tela produção.... Bota na tela aí.... ESCRAAAAAAAAACHA !!!!!!!!!!
Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.
Jornal Nacional (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...
'(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.'
Programa da Hebe'...que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'
Cidade Alerta (Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê asautoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transportepúblico! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop (Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'
Globo Repórter (Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter!'
Discovery Channel: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja: Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Cláudia: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
Revista Nova: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy (Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'.
Revista Vip: As 100 mais sexyes - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!
Revista G Magazine: (Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.
Revista Caras (Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de
hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'
Revista Superinteressante: Lobo Mau: mito ou verdade?
Revista Tititi: Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.
Folha de São Paulo (Legenda da foto): 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O Estado de São Paulo: Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.
O Globo: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
O Dia: Lenhador desempregado tem dia de herói
Extra Promoção do mês: junte 20 selos mais R$ 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!
Meia hora: Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco
O Povo: Sangue e tragédia na casa da vovó.
Wagner Montes:
Agora vejam só vocês meu amigo telespectador, minha dona de casa que nessa hora está cuidando do lar, arrumando as crianças para aescola..... vejam só esse covarde de codinome Lobo..... que se acha todo malandrão.... PRA CIMA DELE MINHA POLIÇADA !!!! Alô minha rapaziada da Civil, alô comandante do CORE, aquele abraço, alô meu pessoal do 16º, 22º.... É PRA ARREGASSAR MESMO!!! Bota a cara dele aí na tela produção.... Bota na tela aí.... ESCRAAAAAAAAACHA !!!!!!!!!!
Nota da Anatel Sobre Ponto Extra
Após queda de liminar, Anatel divulga nota sobre ponto extra
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 19h47
A Anatel divulgou nesta terça-feira, 18, uma nota em que pretende esclarecer sobre os procedimentos que adotará com a queda da liminar que permitia às empresas de TV por assinatura manterem as antigas práticas associadas à oferta do ponto extra a seus assinantes.
A liminar conquistada pela ABTA foi revogada pela Justiça há seis dias, validando o novo Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura, aprovado neste ano pela resolução nº 528.
Na nota, a agência alerta que exigirá o cumprimento integral do regulamento e determina que as empresas terão que oferecer opções de oferta de equipamentos aos seus usuários, inclusive a venda de decodificadores. Esclarece ainda que acompanhará os preços praticados pelas operadoras para evitar práticas abusivas.
Veja abaixo a íntegra da nota:
"A propósito da decisão do Exmo. Sr. Juiz Federal Substituto da 14ª Vara do Distrito Federal, Dr. Roberto Luis Luchi Demo, que revogou ação de antecipação de tutela na ação cautelar ajuizada pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esclarece:
1. voltam à sua plena eficácia os artigos 29 e 30 do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura, aprovado pela Resolução nº 488, da Anatel, de 3/12/2007, na redação dada pela da Resolução nº 528, de 17 de abril de 2009;
2. em virtude da mesma decisão, retoma a Anatel a observância do inteiro teor do artigo 30 do citado Regulamento, para impor restrições às operadoras no que se refere à cobrança do ponto-extra dos consumidores dos serviços de TV por Assinatura;
3. considerado o fato de que o Conselho Diretor apreciará em sua reunião da próxima quinta-feira, 20 de agosto, o 'Pedido de Reconsideração' da ABTA, em face da Resolução nº 528, de 17 de abril de 2009, relacionado com a vedação de cobrança pela disponibilização do ponto-extra (artigos 29 e 30 do Regulamento) e à proibição de cobrança de custo do boleto bancário (artigo 16, § 4º do mesmo Regulamento), entende a Agência que, até a decisão final daquele colegiado,
a) as prestadoras de serviços de Televisão por Assinatura deverão oferecer aos usuários opções de oferta dos equipamentos decodificadores do ponto-extra, como por exemplo a venda;
b) alerta também que a Agência desencadeará pronta ação em casos de preços abusivos ou de procedimentos que contrariem os artigos 16, § 4º e 29 e 30 do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura.
Brasília, 18 de agosto de 2009 Ronaldo Mota Sardenberg
Fonte: Pay-Tv News
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 19h47
A Anatel divulgou nesta terça-feira, 18, uma nota em que pretende esclarecer sobre os procedimentos que adotará com a queda da liminar que permitia às empresas de TV por assinatura manterem as antigas práticas associadas à oferta do ponto extra a seus assinantes.
A liminar conquistada pela ABTA foi revogada pela Justiça há seis dias, validando o novo Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura, aprovado neste ano pela resolução nº 528.
Na nota, a agência alerta que exigirá o cumprimento integral do regulamento e determina que as empresas terão que oferecer opções de oferta de equipamentos aos seus usuários, inclusive a venda de decodificadores. Esclarece ainda que acompanhará os preços praticados pelas operadoras para evitar práticas abusivas.
Veja abaixo a íntegra da nota:
"A propósito da decisão do Exmo. Sr. Juiz Federal Substituto da 14ª Vara do Distrito Federal, Dr. Roberto Luis Luchi Demo, que revogou ação de antecipação de tutela na ação cautelar ajuizada pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esclarece:
1. voltam à sua plena eficácia os artigos 29 e 30 do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura, aprovado pela Resolução nº 488, da Anatel, de 3/12/2007, na redação dada pela da Resolução nº 528, de 17 de abril de 2009;
2. em virtude da mesma decisão, retoma a Anatel a observância do inteiro teor do artigo 30 do citado Regulamento, para impor restrições às operadoras no que se refere à cobrança do ponto-extra dos consumidores dos serviços de TV por Assinatura;
3. considerado o fato de que o Conselho Diretor apreciará em sua reunião da próxima quinta-feira, 20 de agosto, o 'Pedido de Reconsideração' da ABTA, em face da Resolução nº 528, de 17 de abril de 2009, relacionado com a vedação de cobrança pela disponibilização do ponto-extra (artigos 29 e 30 do Regulamento) e à proibição de cobrança de custo do boleto bancário (artigo 16, § 4º do mesmo Regulamento), entende a Agência que, até a decisão final daquele colegiado,
a) as prestadoras de serviços de Televisão por Assinatura deverão oferecer aos usuários opções de oferta dos equipamentos decodificadores do ponto-extra, como por exemplo a venda;
b) alerta também que a Agência desencadeará pronta ação em casos de preços abusivos ou de procedimentos que contrariem os artigos 16, § 4º e 29 e 30 do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura.
Brasília, 18 de agosto de 2009 Ronaldo Mota Sardenberg
Fonte: Pay-Tv News
Cidades com mais oportunidades profissionais no Brasil
O que você prioriza na carreira hoje? Remuneração, visibilidade, desafio ou qualidade de vida?
A resposta para essas perguntas começa, muitas vezes, pela cidade em que você decide morar.
Hoje, trabalhar em um grande centro ainda pode trazer mais projeção profissional ou um salário melhor, mas sem dúvida esses benefícios vêm em detrimento da qualidade de vida.
Para escolher o que faz mais sentido para você, é fundamental conhecer as oportunidades e as limitações que cada região oferece.
Para ajudá-lo nessa análise, VOCÊ S/A apresenta a oitava edição da pesquisa exclusiva As 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira, coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ).
O levantamento avalia as cidades de acordo com três indicadores: educação, vigor econômico e serviços de saúde.
São Paulo se manteve em primeiro lugar no ranking geral pelo oitavo ano consecutivo. Mas o estudo também mostra a força de polos econômicos regionais e das cidades médias, que têm criado boas alternativas de carreira para profi ssionais qualificados. Setores como varejo, construção civil, tecnologia e petróleo e gás se destacam em meio à crise e criam oportunidades também fora dos grandes centros.
Na região Sudeste, principalmente, as cidades médias têm ganhado cada vez mais importância e se consolidado como alternativa às líderes — porém, já saturadas — São Paulo (1a) e Rio de Janeiro (2a). Na região, o grande destaque é Barueri, que saltou da 16a posição em 2008 para o 4o lugar geral graças ao vigor econômico. Com uma economia diversificada, Barueri está localizada à beira da Rodovia Castelo Branco, a poucos minutos da capital paulista. A cidade, de 270 000 habitantes, é sede de diversas multinacionais e tem Produto Interno Bruto (PIB) maior que o das principais capitais do Nordeste. Com matriz na cidade, a americana Plastrom Sensormatic, especializada em segurança eletrônica para o varejo, contratou 100 funcionários no ano passado e ainda procura profissionais para postos de gestão e especialistas em vendas, assistência técnica e finanças.
No Rio de Janeiro, Macaé (9a), com 190 000 habitantes, cresceu 600% na última década, movida pela indústria de petróleo e gás. Há oportunidades, principalmente, para engenheiros, técnicos e profissionais de áreas administrativas, como jurídico e financeiro. Cada contratação da Petrobras gera três empregos terceirizados”, diz Carlos Alberto Campos Monteiro, gerente de recursos humanos da estatal na cidade.
CENTRO-OESTE EM CONSTRUÇÃO
O destaque do Centro-Oeste mais uma vez é Brasília (8a), onde a geração de oportunidades é puxada pela indústria da construção civil. A previsão é que no ano que vem o mercado imobiliário da capital federal se torne o segundo maior do Brasil — atrás apenas de São Paulo —, embalado pela mais alta renda per capita do país, 37 600 reais, ante 12 600 reais da média brasileira. Há necessidade de engenheiros e de executivos experientes, pois muitas empresas estão investindo na profissionalização da gestão. O mesmo acontece em Anápolis (88a), em Goiás, onde fica o maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do país. O núcleo conta com 34 empresas, que hoje buscam profi ssionais de contabilidade, finanças e governança corporativa. Os salários para executivos chegam a 15 000 reais. Outro polo importante é o do agronegócio, que tem registrado no Centro-Oeste as maiores taxasde crescimento no país.
NORTE DE OLHO NA COPA
No Norte, o turismo se desenvolve e gera oportunidades em Manaus (22o). Muito admirada por suas belezas naturais, mas ainda pouco estruturada para receber visitantes, a Amazônia assiste a um boom de investimentos na rede hoteleira. Grandes grupos internacionais, como Accor, Blue Tree e Intercontinental, estão construindo novas unidades na região. A escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 promete acelerar essa expansão. Nos próximos dois anos, a previsão é de abertura de 1 500 vagas para cargos de níveis operacional e gerencial. No estado do Pará, o setor de papel e celulose, apesar da crise, gera oportunidades para jovens profi ssionais numa região carente de pessoal qualificado. “Temos que buscar no Sudeste gestores e engenheiros que entendam do nosso negócio”, diz o paulista Adalberto Biazotto, gerente de recursos humanos da Jari Celulose, do Grupo Orsa, um dos maiores produtores de papel e papelão ondulado do país.
SUL TECNOLÓGICO
Na região Sul, Curitiba (10a) e Florianópolis (14a) assistem à expansão da indústria de tecnologia, que atravessou bem a crise em razão da alta demanda do mercado interno. Na capital paranaense, a Positivo Informática, uma das principais fabricantes de computadores do país, ampliou sua produção após um início de ano difícil. “Curitiba tem qualidade de vida e está se transformando em um polo de oportunidades nesse mercado”, diz Alexandre Colnaghi, gerente de administração de vendas da empresa. Em Floripa, a estimativa é que o faturamento do setor aumente 20% este ano. Já em Porto Alegre (7a), líder do ranking no Sul, o varejo e a construção civil são os setores mais promissores. Mas há também oportunidades fora das capitais. A gaúcha Lojas Colombo, com unidades nos três estados, vem batendo recordes de vendas. “As contratações se mantêm na rede”, diz Rogério Souto, diretor comercial da empresa.
NORDESTE MOVIDO PELO CONSUMO
O aumento da renda e do consumo nas classes mais baixas estimula a indústria e o varejo no Nordeste. Isso vale para as principais capitais da região, como Recife (12a) e Salvador (15a). Na capital baiana, a estrutura de shopping centers cresceu 60% em dois anos, com ampliação e abertura de novos centros de compra. Com isso, aumentou a procura por profi ssionais com experiência gerencial. Em Pernambuco, o Porto de Suape atrai investimentos e cria vagas nos setores petroquímico e siderúrgico. Além das oportunidades de trabalho, as capitais do Nordeste têm menor custo de vida e os salários têm crescido e atraído executivos. Veja a seguir as oportunidades em cada região do país.
Entenda a pesquisa
Coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ), a pesquisa analisa 127 cidades, considerando os municípios mais populosos e com maiores depósitos bancários à vista. Uma vez feita essa triagem, as cidades são avaliadas com base nos indicadores educação, vigor econômico e saúde. O item educação é o de maior peso na pesquisa e considera o número de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado, além do número de graduados. São avaliados também o PIB municipal, divulgado pelo IBGE em 2006, e a infraestrutura de serviços de saúde.
Fonte: VOCE S.A./2Get
A resposta para essas perguntas começa, muitas vezes, pela cidade em que você decide morar.
Hoje, trabalhar em um grande centro ainda pode trazer mais projeção profissional ou um salário melhor, mas sem dúvida esses benefícios vêm em detrimento da qualidade de vida.
Para escolher o que faz mais sentido para você, é fundamental conhecer as oportunidades e as limitações que cada região oferece.
Para ajudá-lo nessa análise, VOCÊ S/A apresenta a oitava edição da pesquisa exclusiva As 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira, coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ).
O levantamento avalia as cidades de acordo com três indicadores: educação, vigor econômico e serviços de saúde.
São Paulo se manteve em primeiro lugar no ranking geral pelo oitavo ano consecutivo. Mas o estudo também mostra a força de polos econômicos regionais e das cidades médias, que têm criado boas alternativas de carreira para profi ssionais qualificados. Setores como varejo, construção civil, tecnologia e petróleo e gás se destacam em meio à crise e criam oportunidades também fora dos grandes centros.
Na região Sudeste, principalmente, as cidades médias têm ganhado cada vez mais importância e se consolidado como alternativa às líderes — porém, já saturadas — São Paulo (1a) e Rio de Janeiro (2a). Na região, o grande destaque é Barueri, que saltou da 16a posição em 2008 para o 4o lugar geral graças ao vigor econômico. Com uma economia diversificada, Barueri está localizada à beira da Rodovia Castelo Branco, a poucos minutos da capital paulista. A cidade, de 270 000 habitantes, é sede de diversas multinacionais e tem Produto Interno Bruto (PIB) maior que o das principais capitais do Nordeste. Com matriz na cidade, a americana Plastrom Sensormatic, especializada em segurança eletrônica para o varejo, contratou 100 funcionários no ano passado e ainda procura profissionais para postos de gestão e especialistas em vendas, assistência técnica e finanças.
No Rio de Janeiro, Macaé (9a), com 190 000 habitantes, cresceu 600% na última década, movida pela indústria de petróleo e gás. Há oportunidades, principalmente, para engenheiros, técnicos e profissionais de áreas administrativas, como jurídico e financeiro. Cada contratação da Petrobras gera três empregos terceirizados”, diz Carlos Alberto Campos Monteiro, gerente de recursos humanos da estatal na cidade.
CENTRO-OESTE EM CONSTRUÇÃO
O destaque do Centro-Oeste mais uma vez é Brasília (8a), onde a geração de oportunidades é puxada pela indústria da construção civil. A previsão é que no ano que vem o mercado imobiliário da capital federal se torne o segundo maior do Brasil — atrás apenas de São Paulo —, embalado pela mais alta renda per capita do país, 37 600 reais, ante 12 600 reais da média brasileira. Há necessidade de engenheiros e de executivos experientes, pois muitas empresas estão investindo na profissionalização da gestão. O mesmo acontece em Anápolis (88a), em Goiás, onde fica o maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do país. O núcleo conta com 34 empresas, que hoje buscam profi ssionais de contabilidade, finanças e governança corporativa. Os salários para executivos chegam a 15 000 reais. Outro polo importante é o do agronegócio, que tem registrado no Centro-Oeste as maiores taxasde crescimento no país.
NORTE DE OLHO NA COPA
No Norte, o turismo se desenvolve e gera oportunidades em Manaus (22o). Muito admirada por suas belezas naturais, mas ainda pouco estruturada para receber visitantes, a Amazônia assiste a um boom de investimentos na rede hoteleira. Grandes grupos internacionais, como Accor, Blue Tree e Intercontinental, estão construindo novas unidades na região. A escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 promete acelerar essa expansão. Nos próximos dois anos, a previsão é de abertura de 1 500 vagas para cargos de níveis operacional e gerencial. No estado do Pará, o setor de papel e celulose, apesar da crise, gera oportunidades para jovens profi ssionais numa região carente de pessoal qualificado. “Temos que buscar no Sudeste gestores e engenheiros que entendam do nosso negócio”, diz o paulista Adalberto Biazotto, gerente de recursos humanos da Jari Celulose, do Grupo Orsa, um dos maiores produtores de papel e papelão ondulado do país.
SUL TECNOLÓGICO
Na região Sul, Curitiba (10a) e Florianópolis (14a) assistem à expansão da indústria de tecnologia, que atravessou bem a crise em razão da alta demanda do mercado interno. Na capital paranaense, a Positivo Informática, uma das principais fabricantes de computadores do país, ampliou sua produção após um início de ano difícil. “Curitiba tem qualidade de vida e está se transformando em um polo de oportunidades nesse mercado”, diz Alexandre Colnaghi, gerente de administração de vendas da empresa. Em Floripa, a estimativa é que o faturamento do setor aumente 20% este ano. Já em Porto Alegre (7a), líder do ranking no Sul, o varejo e a construção civil são os setores mais promissores. Mas há também oportunidades fora das capitais. A gaúcha Lojas Colombo, com unidades nos três estados, vem batendo recordes de vendas. “As contratações se mantêm na rede”, diz Rogério Souto, diretor comercial da empresa.
NORDESTE MOVIDO PELO CONSUMO
O aumento da renda e do consumo nas classes mais baixas estimula a indústria e o varejo no Nordeste. Isso vale para as principais capitais da região, como Recife (12a) e Salvador (15a). Na capital baiana, a estrutura de shopping centers cresceu 60% em dois anos, com ampliação e abertura de novos centros de compra. Com isso, aumentou a procura por profi ssionais com experiência gerencial. Em Pernambuco, o Porto de Suape atrai investimentos e cria vagas nos setores petroquímico e siderúrgico. Além das oportunidades de trabalho, as capitais do Nordeste têm menor custo de vida e os salários têm crescido e atraído executivos. Veja a seguir as oportunidades em cada região do país.
Entenda a pesquisa
Coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ), a pesquisa analisa 127 cidades, considerando os municípios mais populosos e com maiores depósitos bancários à vista. Uma vez feita essa triagem, as cidades são avaliadas com base nos indicadores educação, vigor econômico e saúde. O item educação é o de maior peso na pesquisa e considera o número de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado, além do número de graduados. São avaliados também o PIB municipal, divulgado pelo IBGE em 2006, e a infraestrutura de serviços de saúde.
Fonte: VOCE S.A./2Get
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