1875 -Invenção do telefone
Réplica do Aparelho Experimental
Utilizado por Graham Bell.
O telefone nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander
Graham Bell, um imigrante escocês, que morava nos Estados Unidos e era
professor de surdos-mudos, fazia experiências com um telégrafo harmônico,
quando seu ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um
som diferente. O som foi ouvido por Bell do outro lado da linha.
Réplica de um dos primeiros telefones:
reversível de mesa.
A invenção foi patenteada em 7 de março
de 1876, mas a data que entrou para a história da telefonia foi 10 de março de
1876. Nesse dia, foi feita a transmissão elétrica da primeira mensagem completa
pelo aparelho recém-inventado. Graham Bell encontrava-se, no último andar de
uma hospedaria em Boston, nos Estados Unidos. Watson trabalhava no térreo e
atendeu o telefone, que tilintara. Ouviu, espantado: "Senhor Watson, venha
cá. Preciso falar-lhe." Ele correu até o sótão de onde Bell havia
telefonado. Começava uma longa história. A história das telecomunicações que
iria revolucionar o mundo dali em diante.
1876 - O telefone e
D. Pedro II: O reconhecimento
Mal tinha sido inventada, ainda em
1876, o telefone foi parar numa exposição famosa, a Exposição
Centenária de Filadélfia, nos Estados Unidos. Mas o aparelho não fez o
menor sucesso. Por mais de seis semanas, Graham Bell ficou com seu invento
sobre uma mesa, sem que ninguém lhe desse atenção. Quando a comissão de juízes
da exposição se aproximou, um deles apanhou o receptor do telefone, olhou-o com
pouco caso e tornou a colocá-lo no lugar. Nem sequer colocou o aparelho no
ouvido. Outro juiz fez um comentário que provocou risos.
Réplica de Telefone Reversível de Mão.
Mas a novidade não passou despercebida por todos. Ao visitar a exposição, no
dia 25 de junho, o imperador do Brasil, D. Pedro II, tratou de procurar Graham
Bell. Tempos atrás, ele tinha ficado impressionado com uma aula do jovem
professor para surdos-mudos. Bell aproveitou a oportunidade e não deixou por
menos: estendeu um fio de um canto a outro da sala, dirigiu-se ao transmissor e
pôs D. Pedro II em grande expectativa.
- Ser ou não ser, eis a questão - falou Bell, sendo ouvido claramente pelo
imperador.
- Meu Deus, isso fala! - exclamou, assombrado, D. Pedro II.
Daí para frente, o reconhecimento veio rápido. Menos de um ano depois, já
estava organizada a primeira companhia telefônica do mundo, a Bell Telephone
Company, em Boston, nos Estados Unidos. A companhia tinha ao todo 800 telefones
e era presidida por Gardner Hubbard, sogro de Graham Bell . O superintendente
geral era Theodore Vail.
Mas, afinal, por que Alexander Graham Bell foi se lembrar justamente do
"ser ou não ser, eis a questão" na hora de falar com o imperador do
Brasil? Foi por conta de seu avô, Alexandre Bell, um sapateiro que queria ser
ator e vivia a recitar Shakespeare. Ele acabou impressionado com a própria voz
e ficou com a mania de melhorar a dicção. Abandonou os sapatos e abraçou o teatro.
Pouco depois, descobriu outra profissão: professor de elocução. O avô do
inventor do telefone tornou-se especialista em foniatria, mas não esqueceu
Shakespeare, seu tema preferido em conferências dramáticas.
Encontro de D.Predro II com Graham Bell na Exposição de Filadélfia 1876.
Tal pai, tal filho. Alexandre Melville Bell, pai do nosso Bell, passou a se
interessar não apenas pelo som, mas pelas causas desse som. Estudou anatomia,
quis saber tudo sobre a laringe e as cordas vocais. Criou a "fala
invisível": um conjunto de símbolos, cada qual representando a exata
posição da boca, dos lábios, da língua e do palato na pronúncia das vogais e
consoantes. Com o uso desses símbolos, era possível saber a pronúncia correta
de cada uma delas.
O método foi bastante usado na Europa e na América, para ensinar elocução e
línguas e também para ensinar surdos-mudos. Foi a partir da "fala
invisível" criada pelo pai de Graham Bell que surgiram os símbolos que
hoje aparecem nos dicionários para indicar a pronúncia figurada.
É possível entender agora a paixão de Graham Bell pela voz e o desejo de
fazê-la voar através de um fio?
O ajudante de Bell, Thomas A. Watson, é outro personagem importante nessa
história. Ele era artesão de uma das maiores e mais bem aparelhadas oficinas
elétricas no país, onde eram construídos os mais estranhos aparelhos
recomendados pelos inventores. Foi Watson que procurou Bell para falar de uma
peça que não estava dando certo, o telégrafo harmônico. Mas Bell logo deixaria
de lado o tal telégrafo para se dedicar totalmente ao seu novo invento, o
telefone.
O entusiasmo do professor acabou contagiando Watson. Os dois tornaram-se
grandes amigos e Bell deu a seu ajudante participação nas patentes. Afinal,
Watson participara de todas as etapas da confecção do telefone, apurando, junto
com Bell, as imperfeições existentes. Sem falar que foi Watson quem ouviu a primeira
mensagem inteligível transmitida pelo telefone: "Senhor Watson, venha cá.
Preciso falar-lhe!".
1877 - O Telefone
chega ao Brasil.
O telefone chegou ao Brasil, em 1877, poucos
meses depois da exposição de Filadélfia. O primeiro aparelho foi fabricado nas
oficinas da Western and Brazilian Telegraph Company, especialmente para D.
Pedro II. Foi instalado no Palácio Imperial de São Cristovão, na Quinta da Boa
Vista, hoje o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Ainda em 1877, começou a
funcionar uma linha telefônica ligando a loja O Grande Mágico, na
Rua do Ouvidor, ao Quartel do Corpo de Bombeiros.
Dois anos mais tarde, em 15 de novembro de 1879, era feita a primeira concessão
para estabelecimento de uma rede telefônica no Brasil. Quem ganhou a concessão
foi Charles Paul Mackie. Foi também em 1879 que a repartição de telégrafos
organizou no Rio de Janeiro um sistema de linhas telefônicas ligadas à Estação
Central de Bombeiros, para aviso de incêndios.
Mais um ano, e estava formada a primeira companhia telefônica nacional, a
Telephone Company of Brazil. Criada em 13 de outubro de 1880, ela tinha um
capital de 300 mil dólares e foi instalada em janeiro de 1881, na Rua da
Quitanda no 89. Em 1883, a cidade já tinha cinco estações de mil assinantes. A
primeira linha interurbana também é de 1883. Ligava o Rio de Janeiro a
Petrópolis.
A novidade logo se espalhou para o resto do País. A primeira concessão para
outros estados foi realizada em 18 de março de 1882. Foram atendidas as cidades
de São Paulo, Campinas, Florianópolis, Ouro Preto, Curitiba e Fortaleza. Em
1884, São Paulo e Campinas foram beneficiadas com novas concessões.
A permissão para a construção de uma
linha, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, foi concedida em 1890, para J.O.
Simondsen. Ele teve a idéia de seguir pelo litoral e chegou a construir 60 km
de linha. Acabou desistindo do projeto. Talvez por simples superstição, a
população dos lugarejos por onde a linha passava derrubava, à noite, os postes
levantados de dia.
Mas a telefonia não parava de avançar. O primeiro cabo interurbano subterrâneo
no Brasil foi inaugurado em 1913. Eram 30 pares, ligando Santos a São Paulo,
numa distância de cerca de 70 km. Pouco mais tarde, a ligação foi feita também
com Campinas. Os telefones tiveram uma responsabilidade e tanto no progresso de
São Paulo.
Em Minas Gerais, a história é parecida. A primeira concessão foi obtida em
1882, para uma rede telefônica em Ouro Preto. Em 1891, foi concedida permissão
para linhas, ligando as cidades de Leopoldina, Cataguazes e São Paulo de
Muriaé. A ligação entre Rio e Minas, por linha telefônica, aconteceu em 1895.
E, em 19 de julho de 1913, o Decreto no 3.961 regulou as condições sob as quais
o governo do Estado permitia as concessões do serviço telefônico, feitas desde
o ano anterior, 1912. A partir dali, várias outras cidades estabeleceram suas
redes.
Telefone a magneto de parede: década de
20.
O ano de 1916 é outro marco. Nesse ano, a Companhia de Telephone Interestadoaes,
a principal empresa de telefonia no Estado de Minas, tornou-se um dos ramos da Rio
de Janeiro and São Paulo Telephone Company, mais tarde
Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Em 1929, várias cidades mineiras ainda
possuíam redes telefônicas não integradas no sistema CTB. Várias redes foram
então reconstruídas e uma grande rede interurbana passou a integrar Minas à
principal rede.
O privilégio não era apenas de Minas, Rio e São Paulo. Na grande maioria das
outras regiões do Brasil, a telefonia foi implantada entre 1882 e 1891. Em
1889, as estatísticas apontavam um total aproximado de 160 mil telefones em
todo o País dos quais 104 mil eram da CTB.
Telefone a magneto de Parede.
Nos primeiros anos, o serviço telefônico do Rio de Janeiro passou
alternadamente de firmas particulares para o governo. Em 6 de junho de 1889,
ele foi adquirido pela concessionária alemã Brasinisliche Elektricitats
Gesellschraaft. A concessão era válida por 30 anos. O serviço telefônico
começava a se estabilizar.
Telefone a Magneto - Início do Século
XX.
A nova firma possuía aparelhagem alemã e o tipo de sistema era o magneto. Os
telefones eram ligados à central por um fio. Na caixa do aparelho, havia uma
manivela que o assinante movia para chamar a telefonista na central. Era a
telefonista, então, quem fazia a ligação. Quando queria terminar o telefonema,
o assinante movia a manivela em sentido contrário. Dessa forma, a telefonista
recebia o sinal de desligar.
1906 - O Telefone de bateria central.
Telefone de Mesa Tipo Castiçal 1906.
O telefone a magneto, com manivela, acabou depois de um incêndio. Foi em 1906.
As instalações da Brasinisliche Elektricitats Gesellschraaftna
Praça Tiradentes, na cidade do Rio de Janeiro, foram destruídas e o serviço
telefônico teve de ser interrompido durante sete meses. Quando o prédio foi
reconstruído, os aparelhos antigos acabaram sendo substituídos por outros bem
diferentes. Os novos telefones, importados dos Estados Unidos, tinham um
sistema de bateria central, sem manivela. Era só tirar o fone do gancho para
entrar em contato com a telefonista.
1907 - Encampação da
concessionária alemã.
Central Telefônica 1917
A concessionária alemã Bra-sinisliche
Elektricitats Gesellschraaft teve vida curta na telefonia brasileira. Em 1907,
ela foi encampada pela Rio de Janeiro Telephone Company, com sede nos Estados
Unidos. Cinco anos depois, nova incorporação, desta vez à Brazilian Traction
Light & Power, do Canadá.
Telefone de Parede com Sistema de
Bateria Cental - 1920.
Essa época guarda histórias pitorescas, muitas delas envolvendo as
telefonistas, uma das pioneiras do trabalho feminino no início do século.
Naquele tempo, era comum as telefonistas mais antigas ajudarem as mais novas.
Mas Rosa Silva, famosa pela boa memória, era um caso à parte. As telefonistas
atendiam os assinantes com a frase: "Número, faz favor". Muitas
vezes, o assinante não sabia o número, só o nome da pessoa com quem queria
falar.
Digamos que o assinante pedisse:
- Senhorita, faz favor de ligar com Francisco Leal.
Se a telefonista soubesse de cor o número, tudo bem. Mas, e se não soubesse?
Simples. Fechava a chave e gritava:
- Rosa! Rosa estava ocupada, atendendo a outro assinante ou outra colega.
- Rosa! Afinal, Rosa atendia ao apelo. A colega perguntava, então, o número do
tal Francisco Leal, mas Rosa precisava saber se era do depósito, do escritório
ou da casa do Francisco. Lá, ia a telefonista indagar do assinante que estava
esperando na linha, para depois voltar:
- Rosa, é do depósito!
A veterana tinha de se lembrar sobre qual assinante aquilo se referia e
informar qual era o número pedido. Quanto tempo perdido! Mas que memória! Dona
Rosa Silva era a "informação em pessoa"!
1916 - RJ e SP Telephone
Company I Guerra Mundial.
Telefonistas da Companhia Telefonica do
Rio de Janeiro
1915.
A telefonia atraía cada vez mais atenção. E novos negócios. Em 1916, foi criada
a Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company,
subsidiária da Brazilian Traction. A nova organização adquiriu as
ações de várias companhias existentes no Rio de Janeiro, em São Paulo e em
Minas Gerais; estabeleceu as ligações interurbanas entre todas essas localidades
e teve um desenvolvimento extraordinário. Com a Primeira Guerra Mundial, no
entanto, o número de assinantes do Rio de Janeiro pouco aumentou.
1918/1920 -
Inauguração de 4 centrais.
Entre 1918 e 1920, foram inauguradas
quatro novas centrais telefônicas no Rio de Janeiro: Beira-Mar (hoje Museu do
Telephone), Ipanema, Piedade e Jardim do Méier. Eram mais 4.860 linhas
telefônicas. Em 1922, o Rio de Janeiro tinha cerca de 30 mil telefones para uma
população de 1 milhão e 200 mil habitantes.
1923 - Companhia
Telefônica Brasileira
Telefone de Mesa Tipo Castiçal – 1906.
Em janeiro de 1923, a direção da Rio de Janeiro and São Paulo Telephone
Company, em Toronto, Canadá, decidiu mudar o nome da companhia para Brazilian
Telephone Company. Mais que isso. Decidiu que o nome poderia
ser usado em português. Em 28 de novembro daquele mesmo ano, surgia então a
Companhia Telefônica Brasileira, a CTB.
1930 - Sistema
Autmomático de telefonia.
Era o ano de 1888, na cidade de Kansas,
nos Estados Unidos. O agente funerário Halmon B. Storwger olhava com inveja um
aparatoso enterro que passava. Por que não tinha sido dele aquele freguês? Mais
tarde, um dos parentes lhe diria:
- Tentei chamá-lo, mas a telefonista dizia sempre que sua linha estava ocupada.
A inveja de Halmon transformou-se em raiva.
- Ocupada? Não tive uma chamada sequer durante todo o dia. - trovejou ele -
Outro erro de alguma telefonista estúpida. Se é a última coisa a fazer, vou
imaginar um meio de não haver necessidade de telefonistas.
Poucos meses depois, Strowger fabricou um curioso aparelho. Ele afixou
alfinetes ao redor das paredes de uma caixinha comum de colarinho. Cada
alfinete representava a linha de um assinante. Dentro da caixa, ele colocou um
braço metálico numa barra central, de maneira que ele rodasse de alfinete em alfinete,
quando ativado por eletromagneto. Depois, ligou a este aparelho um telefone
comum, ao qual fora adicionado um botão de pressão. Cada impulso do botão
operava o magneto e movia o braço metálico, tinindo de um botão a outro e
"soletrando" o número desejado. Strowger tirou uma patente do invento
e, com Joseph Harris, um jovem negociante de roupas, de Chicago, formou uma
companhia.
A chance para experimentar a instalação do novo aparelho veio em 1892. Em 3 de
novembro daquele mesmo ano, o sonho de Strowger tornou-se realidade. As pessoas
podiam chamar umas às outras sem nenhum auxílio das telefonistas. Três anos
mais tarde, em 1895, já estava sendo produzido um telefone com um tosco disco
em lugar de botão de pressão.
Telefone Automático Modelo de Parede – 1928.
O telefone conquistava um número cada vez maior de pessoas. Em 1929, a CTB
comemorava a instalação da centésima milésima linha em sua área de operação. No
mesmo ano, foi inaugurada a primeira estação automática no Rio de Janeiro,
dispensando o trabalho das telefonistas. Esta central foi instalada na Rua
Alexandre Mackenzie 69, bem no centro da cidade.
1935 - Telefones
Públicos.
Para quem não tinha condições de
comprar um telefone, a boa notícia veio em 1935. Nesse ano, a CTB instalou o
primeiro posto público, na antiga Galeria Cruzeiro, hoje Ed. Avenida Central,
no Rio de Janeiro. A novidade logo se multiplicou. Bares, farmácias e
mercearias ganharam telefones públicos. Mas ainda havia um problema: só era
possível usar esses telefones no horário comercial. Aos sábados, domingos,
feriados, logo cedinho ou de madrugada, as lojas e bares estavam fechados. A
solução foi importar cabines telefônicas do Canadá. Em pouco tempo, elas estavam
instaladas nos principais pontos públicos: rodoviárias, estações de trem e
praças públicas.
Telefone Público - Década de 30.
Os orelhões apareceram em 20 de janeiro de 1972, quando a cidade do Rio de
Janeiro comemorava sua fundação. Foi no aniversário da cidade que a CTB lançou
um novo tipo de cabine de telefone público, em fibra de vidro, cor laranja e
formato de concha. A aceitação foi excelente e o apelido, imediato. Até hoje,
os telefones públicos no Brasil são conhecidos como orelhões.
Durante muito tempo, os telefones públicos funcionaram com fichas metálicas. A
companhia de Telecomunicações do Rio de Janeiro, a Telerj, foi a primeira
empresa do Sistema Telebrás a instalar orelhões a cartão indutivo, em 1992. A
tecnologia é genuinamente nacional e as vantagens sobre o aparelho tradicional
são muitas: a manutenção é mais fácil, o vandalismo é reduzido e, graças ao
sistema de supervisão automática, o custo de coleta de fichas é eliminado.
Cabine Pública - Década de 30.
A instalação de telefones públicos a cartão atende a uma importante diretriz: a
popularização da telefonia. O objetivo é que um número cada vez maior de
pessoas tenha acesso aos serviços de telecomunicações. Também são de
fundamental importância a conservação e o bom uso do telefone público. Isso
vale especialmente para as áreas onde a população depende basicamente do
telefone público para suprir suas necessidades emergenciais de comunicação:
hospital, polícia, bombeiros etc..
1939/1945 - II Guerra
Mundial Getúlio Vargas.
Telefone de Mesa Automática Modelo
Padrão da CTB - Década de 40.
A Segunda Guerra Mundial mergulhou o País em uma série de dificuldades,
provocando a estagnação do setor de telefonia. Mesmo assim, a CTB conseguiu
instalar, entre 1939 e 1945, cerca de 45 mil novos telefones no Rio de Janeiro.
Os pracinhas brasileiros, integrados aos soldados americanos, passaram a ter
acesso a telefones de nova tecnologia, mais leves e à prova de impactos, que
logo se tornaram poderosas armas nas frentes de combate.
Nacionalização da CTB
– 1956.
O nome já era conhecido em português,
mas a companhia ainda era estrangeira. Em 28 de novembro de 1956, finalmente, o
presidente Juscelino Kubstchek assinava o Decreto no 40.439, nacionalizando a
sociedade anônima Brazilian Telephone Com-pany. Ela agora era, efetivamente, a
Companhia Telefônica Brasileira.
EMBRATEL – 1965.
O serviço de telecomunicações
tornava-se cada vez mais amplo e mais complexo. Para atender às novas
necessidades do mercado, foi criada a Empresa Brasileira de Telecomunicações, a
Embratel, em setembro de 1965. O objetivo era claro: instalar e explorar os
grandes troncos nacionais de microondas, integrantes do Sistema Nacional de
Telecomunicações e suas conexões com o exterior.
O primeiro sistema de microondas da América Latina foi inaugurado entre Rio -
São Paulo e Campinas.
Aquisição da CTB –
1966.
A CTB passou para as mãos do Estado em
1966. Nesse ano, o governo brasileiro negociou não só a compra da CTB, mas
também o de suas empresas associadas, a Companhia Telefônica Brasileira de
Minas Gerais e a Companhia Telefônica do Espírito Santo. As três pertenciam à
Brazilian Traction, de capital canadense, e tinham um peso considerável no
mercado de telecomunicações. Eram responsáveis por 62% dos telefones no País e
operavam numa área que abrangia 45% da população brasileira. Foram adquiridas
por US$ 96.315.787, com prazo de 20 anos.
Novo dono, novas regras. Com a compra pelo governo brasileiro, a CTB e suas
subsidiárias mudaram de estatuto e de administração. As tarifas foram
reformuladas de acordo com o custo real dos serviços prestados. A CTB lançou-se
na expansão e modernização dos serviços nas áreas em que operava, programando a
instalação de 522.528 linhas telefônicas. Lucro, é claro, para os usuários dos
serviços de telefonia.
Fonte:www.proeja.com/311news/invencaodotel.html