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Noticias de Pernambuco!

Nordeste amplia participação na construção do PIB nacional


As regiões Nordeste e Centro-Oeste aumentaram suas participações no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 0,4 ponto porcentual cada uma, na passagem de 2008 para 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a participação do Sudeste continuou caindo, com um recuo de 0,7 ponto porcentual no período. As participações das regiões Norte e Sul tiveram leve queda de 0,1 ponto porcentual cada uma, de acordo com os dados das Contas Regionais do Brasil 2005 – 2009, divulgados hoje.

Apesar disso, a economia brasileira ainda é bastante concentrada, com apenas oito Estados responsáveis por 78,1% do PIB nacional em 2009. A maior participação continua sendo a de São Paulo: 33,5%, o equivalente a mais de R$ 1 trilhão.

O Estado de Santa Catarina, apesar de ter perdido apenas 0,1 ponto porcentual, caiu da sexta para a oitava posição no ranking, e foi ultrapassado por Bahia e Distrito Federal.

Piauí - No período, Piauí registrou o menor PIB per capita brasileiro, de R$ 6.051,10, bem abaixo da média nacional, de R$ 16.917,66. Já a região com maior PIB per capita no ano foi o Distrito Federal, de R$ 50.438,46.

Na passagem de 2008 para 2009, o Estado de Rondônia foi o que teve o maior crescimento em volume do PIB, de 7,3%, embora tenha mantido uma participação relativamente baixa no montante nacional (0,6%). Já o Espírito Santo registrou a maior queda em volume do PIB, de 6,7%.

As regiões que registraram avanço na participação no PIB entre 2002 e 2009 foram o Centro-Oeste (0,8%), o Nordeste (0,5%) e o Norte (0,3%). Juntas, as três regiões totalizavam 26,4% do PIB em 2002 e passaram a representar 28,1% do total em 2009.
 
Pernambuco segue na mira da construtora Mendes Júnior


A construtora mineira Mendes Júnior confirmou que Pernambuco está disputando com Espírito Santo e Santa Catarina a implantação do primeiro estaleiro de plataformas do grupo. O estaleiro, que começará a ser construído no primeiro trimestre de 2012, terá um investimento de R$ 1 bilhão e gerará cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos. Sérgio Mendes, vice-presidente da empresa, adiantou que Goiana já foi riscada dos planos da construtora.

Caso seja instalado em Pernambuco, o estaleiro de plataformas irá para Suape. “Estamos esperando um detalhamento dos três estados para definir em qual deles iremos montar o estaleiro. Como é um empreendimento grande, cujas obras devem durar dois anos ou mais, temos pressa, porém, não vamos votar sozinhos; a própria Petrobras terá um peso importante na escolha”, explicou Mendes.

Apesar de o estado já ter o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) em operação, mais dois em construção – o Promar e o CMO -, e um previsto, o Navalmare, a vinda da Mendes Júnior colocaria Pernambuco numa posição estratégica dentro da cadeia mundial de exploração do petróleo. “O pré-sal vai exigir uma estrutura gigante de plataformas, e não há fabricantes suficientes no Brasil. A demanda atual do País nos garante pelo menos 20 anos de produção”, reforçou o vice-presidente da construtora.

Mendes adiantou que no primeiro ano de construção do estaleiro, a empresa deve contratar mão de obra especializada para montar as plataformas. “Queremos começar a operar ainda em 2012. Neste tipo de obra, à medida que vamos concluindo as fases, já vamos produzindo”, completou. E, mesmo não tendo uma definição sobre o assunto, Mendes ressaltou o interesse da empresa em participar de outras obras de infraestrutura no estado.

“Estamos interessados na parceria público-privada (PPP) do saneamento da Região Metropolitana e já começamos a conversar com a Fiat sobre uma participação na construção da fábrica da empresa em Goiana.”

Vale lembrar que a Mendes Júnior já participa da construção da Hemobrás e está construindo três estações elevatórias, em Salgueiro, que fazem parte da transposição do rio São Francisco. “Também queremos concorrer nas licitações do aeroporto e porto da Zona da Mata Norte”, crê Mendes.
 
BNDES investe cerca de R$ 25 milhões em Suape


Nesta quarta-feira (23), teve início o XIII Simpósio Observa Nordeste, organizado pela Fundação Joaquim Nabuco. Entre as questões que estiveram em pauta no primeiro dia do encontro, esteve a participação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos estruturadores no Nordeste e também a o desenvolvimento na inclusão das regiões às cadeias produtivas.

O chefe do Departamento Regional Nordeste do BNDES, Paulo Ferraz Guimarães apresentou dados que mostram uma mobilização maior dos municípios do Nordeste para o financiamento de de projetos de desenvolvimento integrado.

“Aqui em Pernambuco, o BNDES investe R$ 25 milhões em Suape nos projetos estruturadores. Pelo menos oito projetos de bastante relevância devem surgir desse aporte, como escolas técnicas que surgem com empreendimentos como a PetroquímicaSuape”, exemplifica.

Além de Paulo Guimarães, a economista Tânia Bacelar e o professor da UFPE Raul Motta participaram no debate (Foto: Lara Holanda)

De acordo com Paulo Guimarães, enquanto houve um investimento de R$ 37.339 milhões financiados pelo banco entre 2000 e 2008 no Nordeste, de 2009 até setembro de 2011 essa carteira de financiamentos já chega a R$ 50.572.
 
Estados disputam estaleiro de plataformas. Investimento é de R$ 1 bilhão


Com aporte de R$ 1 bilhão e geração de 2 mil empregos, a construtora mineira Mendes Júnior analisa situar entre Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina a implantação do primeiro estaleiro de plataformas do grupo, a ser construído no primeiro trimestre de 2012.

Para o vice-presidente da empresa, Sérgio Mendes, caso seja instalado em Pernambuco, o estaleiro irá para Suape. “A Petrobras terá um peso na escolha”, explicou, ao ressaltar que ainda o interesse na parceria público-privada (PPP) do saneamento da Região Metropolitana.

Outra empresa que atua com obras na construção é a Cyrela Brazil Realty, que ao avaliar os negócios para o próximo ano descarta inicialmente a restrição de crédito ao setor imobiliário. O vice-presidente-financeiro e diretor de Relações com Investidores da construtora e incorporadora, José Florêncio Rodrigues, disse que a companhia projeta para o ano que um cenário macroeconômico vem similar ao de 2011.

Ainda mais otimistas com os negócios no próximo ano estão a Marfinite Arenas e a NEC, que querem prestar serviços para consórcios como os da Odebrecht, Camargo Corrêa e WTorre para as obras da Copa do Mundo de 2014. A holding A2DP, que assumiu a Marfinite, de assentos para estádios, projeta em dois anos atingir R$ 216 milhões de receita, ante os R$ 154 milhões estimados para este ano. “Falamos em 1,2 milhão de novos assentos”, diz Alexandre Pimentel, porta-voz da empresa.
 
Sistema FIEPE lança programa Inova Pernambuco


Aumentar a competitividade da indústria pernambucana pelo estímulo à cultura da inovação empresarial é a proposta do Programa Inova Pernambuco, lançado no dia 21. Executivos, gestores do Sistema Indústria e empresários se reunião no lançamento, realizado no hotel Transamérica Prestige Beach Class International, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

O coordenador executivo do Programa, o vice-presidente da FIEPE Oscar Rache, apresentou na ocasião os detalhes do projeto. De acordo com Rache, a iniciativa terá uma agenda de ações para atender da melhor forma possível às necessidades das empresas pernambucanas. O trabalho integra a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), da CNI, e tem participação da Federação, IEL, SESI e SENAI.

Segundo o superintendente do IEL Nacional, Carlos Cavalcante, é essencial, para a elaboração da agenda, pensar em questões como formação de mão de obra qualificada, atração de centros de pesquisa de empresas estrangeiras para Pernambuco e internacionalização das empresas brasileiras. “A agenda é o caminho para a sobrevivência de micro, pequenas e médias empresas nos tempos atuais”, acrescentou o presidente da FIEPE, Jorge Corte Real.

O lançamento ainda teve debate com os empresários Raimundo Ferreira (Arclima) e Edson Moura (Baterias Moura) e palestra com o pesquisador de tecnologia Sílvio Meira.
 
Novos polos industriais seduzem montadoras


Camaçari (BA), Resende (RJ) e Suape (PE) lideram disputa para atrair fábricas que serão erguidas pela Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar.

O interesse de montadoras tradicionais e marcas entrantes em instalar fábricas no país criou uma nova rodada de disputa entre estados que nos últimos anos se esforçam para consolidar sua posição como polos produtores de veículos.

As novas fronteiras da indústria automotiva, cada vez mais distantes do ABC paulista, o berço da indústria, tentam seduzir como podem companhias como Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar – representante das marcas chinesas Changan, SsangYong, Haima e JMC.

O flerte dos governos é quase sempre o mesmo: incentivos fiscais generosos, facilidades nas negociações trabalhistas e vantagens logísticas. Os polos de Camaçari, na Bahia, Rezende, no Rio de Janeiro e Suape, em Pernambuco, tentam angariar novas empresas.

Restrito nos últimos dez anos a apenas uma fábrica, da Ford em Camaçari, na Bahia, o Nordeste desponta como nova preferência das companhias e deve ganhar musculatura nos próximos anos.

Pernambuco já captou R$ 4 bilhões para a construção de uma fábrica da Fiat, em Goiana, acertou a instalação de duas montadoras chinesas de motos, a Sazaki e a Shineray, e está no páreo para receber as novas unidades da Volkswagen e da BMW.
 
Escada entre os dez municípios que mais geram empregos no estado


Pernambuco gera 7.421 empregos em outubro e mantém liderança regional

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho, foram criados em Pernambuco 7.421 postos de trabalho formal em outubro de 2011, consolidando a maior quantidade de empregos celetistas gerados no Nordeste e a sétima do Brasil.

“É importante constatar que, em meio ao ambiente externo crítico, estamos mantendo a trajetória positiva, com o mercado de trabalho pernambucano seguindo dinâmico e gerando cada vez mais empregos formais”, afirmou o governador Eduardo Campos, ao saudar o resultado da pesquisa divulgado nesta sexta-feira (18/11).

Tal comportamento foi proveniente da expansão do emprego principalmente nos setores de Serviços (+5.061 postos), da Indústria de Transformação (+3.421 postos), do Comércio (+2.298 postos). Com a chegada das festas de final de ano, a tendência é que o nível da geração de empregos continue aumentando, principalmente no comércio.

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos primeiros dez meses do corrente ano, houve acréscimo de 83.519 postos (+7,10%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 7,44% no nível de emprego ou +87.222 postos de trabalho. Estes dados mostram o quanto o mercado de trabalho pernambucano está aquecido, gerando cada vez mais emprego para a população. O ponto mais importante é que esta criação é de empregos formais, fazendo com que o trabalhador esteja sempre assegurado.

Analisando os resultados das regiões metropolitanas, a RMR destaca-se, pois, em outubro de 2011, obteve a terceira maior geração de emprego formal, ficando atrás apenas das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Dado o tamanho das RM’s de São Paulo e do Rio de Janeiro, o crescimento do número de postos de trabalho celetistas na RMR foi espetacular.

Outro ponto que merece destaque é a participação dos municípios do interior na geração de emprego formal do estado. Caruaru, Escada e Bezerros, aparecem na lista dos dez municípios que mais geraram emprego em outubro. Isso mostra que o desenvolvimento econômico está atingindo o estado inteiro, levando emprego de carteira assinada para toda a população.

O estado de Pernambuco cria cada vez mais empregos formais, distribuídos por todos os segmentos econômicos. A geração de postos de trabalho atinge tanto a região metropolitana do recife, quanto o interior do estado. Pernambuco cresce economicamente, levando empregos formais para toda a população.
 
Coreana Hyundai e Wollk Elevadores anunciam fusão


Governador Eduardo Campos recebeu visita de representantes da Hyundai

O grupo coreano Hyundai e a pernambucana Wollk Elevadores anunciam a fusão das empresas, que dão início à nova linha de produção já em dezembro. Com a parceria, a Hyundai deve trazer inovação e tecnologia ainda não utlizadas no Brasil para os equipamentos produzidos na Wollk elevadores, que agora vai se chamar Hyundai Elevadores Wollk.

A Wollk é considerada uma empresa de pequeno porte, com capacidade de produção de 400 elevadores por ano. A fusão com a empresa coreana deve ampliar a carta de clientes da emrpesa pernambucana. Hoje, a Hyundai detém 0,8% do mercado nacional no segmento de elevadores. Com a fábrica em Pernambuco e também uma que está em operação no Rio Grande do Sul, a coreana pretende ampliar sua participação em 20% no mercado brasileiro em três anos. O faturamento anual do grupo é de R$ 120 bilhões.

O diretor da Hyundai, Victor Park, indica que a escolha da empresa pernambucana vai ajudar o crescimento do grupo no Brasil. “A Wollk já tem o Know-how, conhece o mercado de elevadores. Unimos o útil ao agradável: eles sabem vender e como instalar, e nós temos os produtos.” Na prática, a Wollk vai deixar de ser produtora de elevadores para ser montadora da Hyundai.

A tecnologia da Hyundai deve diminuir o tempo gasto em processos de instalação e conserto de elevadores. As empresas brasileiras trabalham com prazo de dois meses, em média. Já as empresas que usam a tecnologia da Hyundai conseguem diminuir esse prazo para uma semana e meia.

“A Hyndai é a produtora dos elevadores mais rápidos do mundo. No Recife, temos os maiores arranha-céus do Brasil e um parque antigo que precisa de reformas. Temos uma média de duas chamadas para consertos por mês, enquanto eles têm duas chamadas a cada três anos”, aponta o presidente da Wollk, Roberto Maia.

As empresas já estão com encomendas para montar a esteira rolante no shopping Rio-Mar e dois elevadores no aeroporto de Natal, além de negociações para elevadores de prédios residenciais. As empresas não divulgaram dados sobre geração de emprego e de investimentos realizados.
 
Empresarial na Reserva do Paiva atrai executivos


O Novo Mundo Empresarial, que está sendo construído no bairro planejado Reserva do Paiva, está atraindo executivos e profissionais liberais para a região, que fica na rota para o Complexo Industrial Portuário de Suape. O complexo multiuso faz parte da terceira etapa do bairro planejado.

Esse é o sentimento verificado no Espaço de Vendas da Reserva do Paiva, que comercializa os espaços e verifica que a região “é destino de quem atua em Suape ou tem atividades relacionadas ao complexo industrial.” As salas comercializadas vão dar espaço a escritórios de advocacia, de câmbio, agências de turismo, consultoria contábil, entre outros segmentos que devem servir à região.

O bairro planejado está sendo construído pela Odebrecht Realizações Imobiliárias em parceria com os grupos Cornélio Brennand e Ricardo Brennand. A Reserva do Paíva já conta com três condomínios residenciais e terá o complexo multiuso.

O condomínio de casas Morada da Península, que já teve as 67 casas entregues, foi anunciado na primeira etapa do bairro. A segunda etapa contou com o condomínio Vila dos Corais, em construção.

A terceira etapa terá o condomínio Terraço Laguna, além do Novo Mundo Empresarial e um hotel 5 estrelas com centro de convenções e que tem parceria do grupo português Promovalor. Ao todo, serão investidos R$ 450 milhões para a terceira etapa. No total, são mais de 90 mil metros quadrados (m²) de área destinada para negócios, comércio e serviços, com investimentos a partir de R$ 990 mensais.
 
Fonte: C2 Consultoria

Noticias de Pernambuco!

Shineray desembarca hoje 400 utilitários

A montadora chinesa Shineray desembarca no Porto do Recife, hoje, sua primeira carga de veículos utilitários. A importação será mensal. São vans, minicaminhões e furgões de motor 1.0 a gasolina. A empresa tenta liberar a mercadoria antes do dia 16 do mês que vem, para não ter incidência nos produtos da alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O registro da carga antes ou depois dessa data influenciará diretamente no preço de venda dos veículos.A carga é de um total de 400 utilitários que serão distribuídos em Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Dentro do Estado eles vão para a Região Metropolitana do Recife e para Caruaru. A ideia é trazermos um navio por mês, diz o diretor da Shineray, Paulo Perez. Ele afasta a possibilidade de a empresa instalar no Brasil uma fábrica de automóveis.As estimativas iniciais de preços dos automóveis não levaram em conta a nova alíquota do IPI. Como poderá haver a necessidade de recálculo de preços, com a alta do IPI, os valores iniciais dos 200 minicaminhões com capacidade de transporte de até 800 quilos e que chegarão da China para o consumidor sairão por volta de R$ 22 mil.Outros cem furgões, para o transporte de mercadorias, custarão cada um por volta de R$ 21,5 mil (igualmente sem contar um IPI mais alto).Observando a mesma condição de um imposto que ainda pode ser recalculado, no caso das cem vans, com sete lugares para os passageiros mais um para o motorista, os preços sairão por volta de R$ 28 mil.Para as vendas, a ideia da montadora é abrir uma rede de concessionárias Shineray Automobile, com uma primeira loja funcionando no Recife.Tanta expectativa sobre o IPI é porque o governo federal, em setembro, editou um decreto que determina o aumento do imposto apenas para os veículos com um índice de nacionalização abaixo de 65%, o que afeta diretamente a importação de automóveis.A aplicação seria imediata, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o caso, determinou que as regras só valerão após o dia 15 do mês que vem.Em meio às negociações para a atração de uma fábrica de US$ 2 bilhões da Volkswagen para Pernambuco, o governador Eduardo Campos comentou que um segundo decreto do governo federal será publicado até o dia 15, para regulamentar e detalhar as regras da nacionalização que deverão ser seguidas pelas montadoras nacionais.

Caruaru negocia fábrica de R$ 50 mi

A multinacional americana Procter & Gamble, que atua em vários segmentos, tem interesse de instalar uma unidade para produzir a batata frita Pringles no AgresteExecutivos da multinacional americana Procter & Gamble (P&G) desembarcam hoje em Caruaru, no Agreste do Estado, para analisar a cidade como possível destino para duas fábricas orçadas em R$ 50 milhões.Atuando em diversos segmentos (lâminas Gillette, fraldas Pampers, Pantene, Oral-B, Duracell etc.), o grupo pretende instalar sua indústria numa área de 10 hectares. A P&G quer instalar uma planta para produzir a batata frita Pringles e outra apenas para a confecção das embalagens cilíndricas do produto. As duas unidades, quando em funcionamento, irão criar 450 empregos diretos.O investimento seria feito, inicialmente, no Estado de Goiás. As obras das fábricas chegaram a começar quando foram detectados problemas com o abastecimento de água na região. Diante do entrave, a empresa caiu em campo para encontrar, o mais rápido possível, um novo destino para os empreendimentos.Pesam a favor da cidade pernambucana a disponibilidade de terrenos nas duas etapas do Distrito Industrial (que hoje possui 100 empresas instaladas), a oferta regular de água e a posição privilegiada, próximo às rodovias BR-232 e 104 (que passa atualmente por obras de duplicação). Procurado pelo JC, o prefeito de Caruaru, José Queiroz, confirmou o encontro e adiantou que serão discutidos hoje benefícios como a cessão da área, isenção no pagamento do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) e outros descontos fiscais oferecidos pelo governo do Estado.O possível investimento em solo pernambucano acontece em meio as negociações de venda da marca Pringles para a gigante do mercado norte-americano de aperitivos Diamond Foods (dona de marcas pouco conhecidas no Brasil como a linha de batatas fritas Kettle ou de lanches a base de nozes Emerald).Em abril deste ano, a P&G anunciou a transação, que atingirá a cifra de US$ 2,4 bilhões. A estimativa inicial era de que até dezembro a negociação estivesse concluída, porém, comunicados aos acionistas divulgados na semana passada informaram que o processo só deverá ser concluído em junho de 2012.

 Fiat fará jipinho na fábrica de Pernambuco

A aliança entre a italiana Fiat e a norte-americana Chrysler renderá seu primeiro grande fruto no Brasil em 2014. As duas empresas desenvolvem em silêncio um utilitário esportivo compacto para ser produzido na futura fábrica do grupo no município de Goiana (PE). DivulgaçãoFuturo Fiat será menor que Jeep Compass, que chega em 2012A Folha apurou que o jipinho terá porte semelhante ao do recém-lançado Renault Duster(foto). Seu alvo será a segunda geração do Ford EcoSport, que chega às lojas no próximo ano.A renovação deixará o carro mais refinado que o atual, que lidera o segmento com média de 3.000 emplacamentos mensais.O jipinho Fiat marcará a estreia da marca nesse mercado em ascensão, importantíssimo para a manutenção da montadora no primeiro lugar do ranking geral de vendas.Segundo dados da Fenabrave (federação das concessionárias), o crescimento dos emplacamentos de veículos utilitários foi de 15,9% em 2011, quase três vezes maior do que o da média geral (5%).A versão Chrysler será posicionada em um patamar superior também de preço, para não haver canibalização entre eles. Deverá sair com o distintivo Jeep, mais adequado à proposta aventureira do produto -a Chrysler ainda é dona das marcas Dodge e Ram, esta última especializada em picapes.Atualmente, Fiat e Chrysler oferecem em conjunto os “crossovers” Freemont e Dodge Journey.O primeiro leva a marca italiana e tem motor quatro cilindros (172 cv). O segundo chega neste mês às lojas com pequenas mudanças visuais e o novo V6 Pentastar (286 cv).A capacidade inicial de produção para a fábrica de Goiana, ao ser inaugurada em 2014, está estimada em 200 mil automóveis por ano. De lá sairá também o sucessor do Fiat Mille.

Vale busca parceiros em Pernambuco

Representantes de mais de 60 empresas pernambucanas se inscreveram para encontro realizado na FIEPE com diretores da Vale, no dia 8. O evento, que teve como destaque de sua programação reuniões de negócios entre potenciais fornecedores e gestores da companhia, apresentou aos empresários locais os principais projetos e oportunidades previstos pela multinacional para 2012. A realização do encontro contou com o apoio do Centro Internacional de Negócios da Federação.O presidente do CIEPE, Aurélio Nogueira, representou o presidente da Federação, Jorge Côrte Real, na abertura do evento. Nogueira elogiou a iniciativa e afirmou desejar que a multinacional não só faça parceria com empresas pernambucanas como também se instale no Estado. Presente na ocasião, o gerente geral de suprimentos da Vale, Rogério Amaral, enfatizou que esse encontro é um importante passo para a aproximação entre a companhia e o Estado. O encontro ainda contou com a presença do coordenador do Núcleo de Desenvolvimento, Articulação e Integração Industrial (NDI) da FIEPE, Antonio Sotero, e do presidente do Sinduscon, Gustavo Miranda.As oportunidades disponibilizadas pela Vale para empresas pernambucanas são para projetos do Pará, Maranhão e Tocantins, com foco nos segmentos de super e infraestrutura, edificação, obra industrial, terraplanagem, drenagem, pavimentação e obras de arte especiais (construção de pontes, viadutos etc.).

Refinaria auxilia infra em Pernambuco

Um convênio vai viabilizar a implantação de projetos de infraestrutura urbana e social nas regiões dos novos empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujas operações vão causar um grande impacto na economia nacional.“Dois em cada dez caminhões utilizarão diesel produzido em Pernambuco. Os 25.837 metros cúbicos que sairão da Abreu e Lima representam 18% do consumo nacional”, informou Paulo Roberto Costa, diretor.Assinado em agosto entre Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades e Fundação Getúlio Vargas, o convênio visa a fortalecer a capacidade de gestão das prefeituras municipais das áreas do entorno dos empreendimentos.Para isso, o documento prevê apoio técnico às equipes gestoras dos municípios no planejamento, contratação, captação de recursos, gestão e execução de planos, projetos e obras no setor de infraestrutura urbana e social.Os municípios conveniados devem estruturar-se para elaboração e acompanhamento dos projetos, comprometendo-se a instituir uma Unidade Gestora Municipal (UGM), composta por técnicos das prefeituras. Essa equipe receberá a assistência técnica e a capacitação e será responsável pela gestão dos processos.

Ambev entra em operação este mês em Itapissuma

A fábrica da Ambev em Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife, vai começar a operar neste mês, após um investimento de R$ 260 milhões da InBev, multinacional de capital belga e brasileiro. Anualmente, a produção será de 1 bilhão de litros de cerveja Brahma Fresh, Brahma, Skol e Antarctica, além de 400 milhões de litros de H2OH! e Guaraná Antarctica. Duzentos empregos foram gerados.Incluindo a indústria pernambucana, a Ambev está investindo R$ 793 milhões este ano no Nordeste, região apelidada internamente pela fabricante de bebidas como a China brasileira, devido ao seu forte crescimento econômico. Estão em construção ou em processo de expansão plantas na Bahia, Maranhão e Paraíba.A companhia aumentou em 70% a sua capacidade de produção na região nos últimos dois anos.Os recursos fazem parte do pacote de R$ 2,5 bilhões já anunciado pela empresa para este ano e só perde, na divisão regional, para o Sudeste, que recebe R$ 1 bilhão.O potencial de crescimento no Nordeste é muito grande. Em 2010, a indústria de cerveja cresceu 18% na região, mais que o dobro da média nacional, que foi de 8%, disse Nelson Jamel, diretor de Relações com Investidores da Ambev.O baixo consumo per capita comprova a oportunidade. Segundo Jamel, enquanto o brasileiro bebe 62 litros de cerveja por ano, o nordestino consome 45 litros anuais. Desde 2009, a Ambev reforçou os investimentos em capacidade de produção no Nordeste, onde a participação de mercado da empresa é inferior à média brasileira.A maior disponibilidade de produto resultou em ganho de mercado na região, diz Jamel, que não revela números.O fortalecimento da empresa no Nordeste também acontece no momento em que a marca líder na região, a Schincariol, deve se fortalecer após ser comprada pela japonesa Kirin. O nosso foco no Nordeste é independente das mudanças no concorrente, garante Jamel.Outro destaque entre os aportes deste ano é a fábrica do município de Aquiraz, no Ceará. Estão sendo destinados R$ 245 milhões para a implantação do processo de produção de cerveja e melhorias na linha de refrigerantes. A capacidade de produção vai mais do que dobrar, para 8 bilhões de litros.Ontem, a companhia divulgou um lucro de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2010. O resultado foi influenciado por um aumento nas despesas financeiras, causadas pelo câmbio.